Gastos de brasileiros no exterior chegam a US$ 6,04 bilhões no trimestre e batem recorde, diz BC
Alta de 21,9% até março é atribuída ao real mais valorizado e ao dólar em queda, que ampliam o poder de compra fora do país
24/04/2026 às 15:44por Redação Plox
24/04/2026 às 15:44
— por Redação Plox
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Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 6,04 bilhões em 2026 até março, informou o Banco Central nesta sexta-feira (24). O resultado representa alta de 21,9% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior e é o maior patamar desde o início da série histórica, em 1995.
Apenas em março, os desembolsos chegaram a US$ 1,99 bilhão, segundo o BC.
Gastos de Brasileiros no exterior bate recorde em 2026.
Foto: Reprodução / Dólar / Agenda do Poder
Valorização do real e câmbio mais favorável impulsionam gastos
Para o estrategista Bruno Komura, da S4 Consultoria, a valorização do real teve papel decisivo para o avanço dos gastos fora do país.
a valorização do real ajudou bastante. A cotação saiu de acima de R$ 6 no começo de 2025 para perto dos R$ 5, no momento. Um dos fatores mais importantes é que este movimento do dólar não foi uniforme para todas as geografias — a moeda brasileira realmente se destacou e, com isso, tivemos este aumento dos gastos. Adicionalmente, o fator resiliência da economia ajuda, mas estamos vendo desaceleração relevante e isto deve ficar cada vez mais evidente nos números.
Bruno Komura, da S4 Consultoria
De acordo com o texto, a moeda norte-americana acumula desvalorização de cerca de 8,7% desde o início do ano, movimento que contribui para ampliar o poder de compra de brasileiros no exterior.
BC aponta aumento do déficit externo em março
Mais cedo, o Banco Central também divulgou as Estatísticas do Setor Externo referentes a março, indicando déficit de US$ 6 bilhões, ante déficit de US$ 2,9 bilhões no mesmo período de 2025.
Queda do dólar eleva demanda por moeda e viagens
O head de Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, afirmou que a queda do dólar contribui para o movimento. Segundo ele, ao comparar janeiro de 2025 com janeiro de 2026, a instituição vendeu 146% a mais em moeda.
Weigt também atribui parte da disparada à proximidade da Copa do Mundo, que começa em menos de dois meses, o que, segundo ele, impulsionou a venda da divisa norte-americana.