Operação Corujão mira família suspeita de jogo do bicho e lavagem de dinheiro em Januária

PCMG cumpre sete prisões preventivas e dez mandados de busca; investigação aponta atuação há mais de 20 anos e movimentação de cifras milionárias

24/04/2026 às 07:52 por Redação Plox

Uma família investigada por exploração do jogo do bicho e lavagem de dinheiro foi alvo da Operação Corujão, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta quinta-feira (23/4), em Januária, no norte do estado.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias e da indisponibilidade de bens móveis e imóveis.


Segundo a polícia, sete mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão foram cumpridos; bens da família foram bloqueados

Segundo a polícia, sete mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão foram cumpridos; bens da família foram bloqueados

Foto: Divulgação/PCMG


Investigação aponta atuação por mais de 20 anos

De acordo com as investigações, o grupo atuava há mais de 20 anos no município, com estrutura organizada e divisão de funções entre chefia, contadores, gerentes e cambistas. Nesse período, a atividade ilícita teria se expandido e passado a movimentar cifras milionárias.

Para ocultar a origem do dinheiro, os investigados teriam criado empresas nos ramos de materiais de construção e distribuição de gás, que seriam utilizadas para a prática de lavagem de dinheiro.

Delegado cita rastreamento do fluxo financeiro

Havia uma estrutura bem definida, com divisão de tarefas. Foi necessário um trabalho minucioso para rastrear o caminho do dinheiro, desde a arrecadação com os cambistas até a sua inserção no mercado formal Delegado Flávio Cavalcanti Rocha

Durante a operação, foram apreendidos cerca de dez veículos — entre caminhões, automóveis, motocicletas e máquinas — além de celulares, dinheiro, documentos e outros materiais de interesse investigativo.

Operação é desdobramento de ação realizada em 2024

A Operação Corujão é um desdobramento da operação Ascêncio Bet, deflagrada em janeiro de 2024, quando a PCMG já havia identificado a atuação do grupo criminoso. Na ocasião, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, sete pessoas foram presas e a Justiça determinou a indisponibilidade de cerca de R$ 10 milhões em bens dos investigados.

Com base em novos levantamentos, a Polícia Civil representou por outras medidas judiciais, que foram autorizadas e cumpridas nesta quinta-feira. O nome da operação faz referência ao termo “Corujinha”, usado no jogo do bicho para indicar o último sorteio do dia, às 21h, simbolizando a fase final das ações do grupo investigado.

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