Chuva forte e temporais atingem o Sul e o Norte do Brasil nesta sexta; frio intenso chega no fim de semana

Previsão aponta temporais nesta sexta (24), alerta para acumulados acima de 100 mm no Rio Grande do Sul e avanço da massa de ar polar mais intensa de 2026 até agora no domingo (26)

24/04/2026 às 06:18 por Redação Plox

Esta sexta-feira (24) deve ser marcada por chuva forte e temporais no Sul e no Norte do Brasil. No Rio Grande do Sul, os acumulados podem passar de 100 mm em 48 horas.

Enquanto isso, no Sudeste e no Centro-Oeste o tempo segue firme, com sol e calor. A mudança mais significativa, porém, está prevista para domingo (26), quando uma massa de ar polar — descrita como a mais intensa de 2026 até agora — avança pelo Sul e deve derrubar as temperaturas no início da semana.


Chuva forte e temporais atingem o Sul e o Norte do Brasil nesta sexta; frio intenso chega no fim de semana

Chuva forte e temporais atingem o Sul e o Norte do Brasil nesta sexta; frio intenso chega no fim de semana

Foto: Freepik.


Ar polar avança e pode trazer o dia mais frio do ano no RS

Com a chegada do ar gelado, a terça-feira (28) tem potencial para ser o dia mais frio do ano até agora em várias áreas do Rio Grande do Sul.

Mesmo com sol, o frio deve predominar durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã. As tardes de segunda (27) e terça também tendem a ficar mais amenas, com sensação térmica reforçada pelo vento, em contraste com o calor e o tempo abafado registrados nos últimos dias na região.

Segundo a Climatempo, as mínimas previstas para o período mais frio indicam valores próximos de 0°C nos Campos de Cima da Serra, no Rio Grande do Sul, e no Planalto Sul Catarinense.

Na fronteira com o Uruguai e em áreas de planalto, os termômetros devem marcar entre 3°C e 5°C. Nas regiões central e dos vales gaúchos, a mínima fica entre 5°C e 7°C, e na Grande Porto Alegre entre 8°C e 10°C.

Com o céu mais aberto durante a madrugada e a presença do ar frio, também não se descarta a formação de geada isolada em algumas áreas. O maior potencial é indicado para a Campanha Gaúcha, o Planalto do Rio Grande do Sul e a Serra Gaúcha e Catarinense.

Chuva se intensifica no RS e acumulados podem superar 100 mm

Antes da queda nas temperaturas, o Rio Grande do Sul enfrenta um dia de chuva nesta sexta-feira. As instabilidades começam ainda pela manhã nas faixas oeste e central, além da Campanha Gaúcha, Vales, Serra e litoral. Ao longo do dia, a previsão é de intensificação, com temporais e trovoadas avançando para a metade norte, especialmente no centro e no oeste do estado.

A combinação de uma área de baixa pressão no litoral com uma frente fria vinda da Argentina é apontada como a principal responsável pelo volume expressivo esperado.

Em 48 horas, a projeção indica acumulados entre 50 mm e 100 mm em diversas regiões, com chance de volumes ainda maiores em pontos isolados — o que equivale a cerca de dois terços da média de chuva de abril em menos de dois dias.

As áreas em maior alerta incluem a região de São Borja, no Oeste; Santa Maria e o centro do estado; além da Grande Porto Alegre e da Serra Gaúcha.

No centro-sul do Rio Grande do Sul, a chuva perde força gradualmente no fim do dia. Em Porto Alegre (RS), a sexta-feira deve ter chuva ao longo de boa parte do dia, com máxima em torno de 22°C.

Chuva chega a SC no fim do dia; Paraná mantém sol e calor

Em Santa Catarina, a chuva é esperada mais tarde: a previsão é de que as instabilidades avancem para o centro-sul e o interior do estado entre o fim da tarde e a noite.

No Paraná, o dia segue com sol e calor, principalmente no norte, sob influência de uma onda de calor. Ventos entre 40 km/h e 50 km/h e umidade abaixo de 30% reforçam a sensação de tempo seco e quente.

Em Curitiba (PR), a previsão indica nevoeiro na madrugada e sol ao longo do dia, com máxima de 27°C.

Sudeste e Centro-Oeste têm sol, calor e ar seco

No Sudeste, um bloqueio atmosférico mantém o tempo estável na maior parte da região. Há apenas previsão de chuva fraca e isolada no litoral do Rio de Janeiro e em pontos de Minas Gerais pela manhã.

Ao longo do dia, o sol aparece com força, as temperaturas sobem e a umidade cai abaixo de 30% em grande parte de São Paulo (SP) e Minas Gerais (MG). São Paulo pode chegar a 30°C, o Rio de Janeiro a 32°C e Belo Horizonte a 27°C.

No Centro-Oeste, o cenário é semelhante, com tempo seco e quente em Goiás, no Distrito Federal e no Mato Grosso do Sul. A exceção é o norte, noroeste e sul do Mato Grosso, onde há pancadas desde a manhã.

Campo Grande (MS) deve ter tempo firme e calor, com máxima de 32°C. Já Cuiabá (MT) pode ter sol pela manhã e chance de chuva fraca isolada à tarde, com máxima de 33°C. Ventos entre 40 km/h e 50 km/h também são previstos em Goiás e no Distrito Federal.

Norte tem instabilidade e risco de chuva volumosa; litoral do Nordeste concentra precipitações

No Norte do Brasil, a sexta-feira será de tempo instável. A alta umidade favorece pancadas moderadas a fortes desde cedo no Amazonas, no Acre, em Rondônia e no norte do Tocantins.

Com o avanço do dia, as chuvas ganham força em toda a região. O ponto de maior atenção fica no nordeste do Pará, no litoral e na Ilha do Marajó, onde há previsão de chuva volumosa, com risco de situação de perigo.

No Nordeste, a instabilidade se concentra ao longo do litoral. As chuvas mais intensas devem atingir Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e o norte de Pernambuco.

João Pessoa (PB) e Natal (RN) aparecem entre as capitais com maior risco de chuva intensa, com acumulados que podem chegar a 70 mm e 60 mm, respectivamente. Salvador (BA) também entra no radar, com precipitação em torno de 50 mm.

Próximas duas semanas podem ter volumes mais altos no Norte

A tendência para as próximas duas semanas aponta para volumes ainda mais elevados no Norte, com acumulados que podem chegar a 250 mm ou 300 mm em algumas áreas.

De acordo com o texto, o motivo está relacionado ao aquecimento do Atlântico. A porção mais quente do oceano, que em agosto do ano passado ficava mais ao norte, próxima à Venezuela, deslocou-se e hoje está perto da costa norte brasileira.

Nesse intervalo, a temperatura média nessa faixa teria subido de 27°C para 30°C, alimentando a faixa de umidade que atravessa a região e sustenta as chuvas intensas.

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