2ª Turma do STF forma maioria para manter prisão de ex-presidente do BRB e advogado em caso Banco Master
Placar parcial está em 3 a 0, com votos de André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques; Gilmar Mendes ainda pode votar até 23h59
24/04/2026 às 16:20por Redação Plox
24/04/2026 às 16:20
— por Redação Plox
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A 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta quinta-feira para manter a prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Monteiro, investigados por envolvimento no escândalo do banco Master.
2ª Turma do STF, formou maioria nesta quinta-feira para manter a prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa
Foto: Divulgação / BRB
Maioria já está formada e falta um voto
O placar parcial é de 3 a 0 pela manutenção das prisões. O relator das investigações sobre o Master no STF, o ministro André Mendonça, foi o primeiro a votar para manter Costa e Monteiro presos, seguido pelos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.
Ainda falta o voto do ministro Gilmar Mendes, que tem até 23h59 de hoje para se manifestar.
Toffoli se declarou impedido em casos ligados ao Master
O ministro Dias Toffoli se declarou impedido de participar do julgamento. Ele repetiu a posição adotada em março, quando não analisou a decisão que decretou a prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pela segunda vez. Na ocasião, afirmou que,
“por motivo de foro íntimo”
não votaria mais em processos relacionados ao Master.
Relator já levou outras decisões do caso para análise dos ministros
Esta é a segunda vez que Mendonça submete decisões ligadas ao Master ao crivo dos colegas na Turma. Quando autorizou a terceira fase da operação, que resultou na segunda prisão de Daniel Vorcaro, o relator também encaminhou o caso para avaliação, e os ministros chancelaram a medida por unanimidade.
Depois disso, a defesa do ex-banqueiro mudou de estratégia e passou a discutir uma delação premiada, cuja proposta ainda está em elaboração.
Operação Compliance Zero apura negociação de propina e fraudes
Paulo Henrique Costa e Daniel Monteiro foram presos preventivamente na semana passada, na quarta fase da Operação Compliance Zero. A investigação aponta que o ex-presidente do BRB teria negociado propina de R$ 146,5 milhões com Vorcaro, por meio de imóveis, em troca de atuar na compra do Master pelo banco público de Brasília.
Monteiro é apontado como o
“arquiteto jurídico”
das fraudes. Segundo a PF, os pagamentos teriam sido travados após Vorcaro ser informado de forma irregular sobre investigações sigilosas envolvendo o Master. Mesmo assim, Costa teria recebido mais de R$ 74 milhões do ex-banqueiro.
Investigação cita atuação no BRB para sustentar o Master
De acordo com a apuração, Costa teria colocado o BRB
“a serviço da manutenção da liquidez do Banco Master”
e atuado como
“verdadeiro mandatário de Daniel Vorcaro no âmbito”
do banco público. Já Monteiro teria sido o
“operador técnico e estrutural da engrenagem criminosa”
do Master.
Na decisão que autorizou a prisão, o ministro André Mendonça afirmou que o advogado realizou a
“blindagem jurídica e documental das operações fraudulentas envolvendo a empresa Tirreno e as carteiras cedidas”
ao BRB, no contexto da tentativa de venda do banco de Vorcaro.
Venda foi rejeitada e Master acabou liquidado
O negócio, segundo o texto, acabou rejeitado pelo Banco Central após a identificação de indícios de fraudes. O Master foi liquidado em novembro de 2025.
Defesas contestam necessidade da prisão e apontam atuação técnica
Em nota divulgada na época da prisão, a defesa de Paulo Henrique considerou a medida
“sem necessidade”
. Os advogados de Daniel Monteiro disseram que ele foi surpreendido com a decisão e que sua
“atuação sempre se deu de forma estritamente técnica, na condição de advogado do Banco Master e de diversos outros clientes”