Lula se reúne com aliados para fechar proposta de fim da escala 6x1 e jornada de 40h
Reunião em Brasília mira os últimos ajustes do texto; comissão especial foi convocada para votar parecer às 17h na Câmara.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou que tem usado colete à prova de balas em agendas públicas por receio de sofrer um atentado.
Em vídeo publicado nas redes sociais neste domingo (24), ele apareceu vestindo o equipamento por baixo de uma camisa da seleção brasileira e associou a medida ao ataque a faca sofrido por Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, em Juiz de Fora, Minas Gerais.
Na gravação, Flávio disse que não gostaria de sair às ruas usando o equipamento, mas afirmou considerar a proteção necessária.
Flávio Bolsonaro diz que usa colete à prova de balas para evitar um ataque
Foto: crédito: Reprodução/Redes sociais
Infelizmente, eu sei do que eles são capazes declarou o senador.
Em outro trecho, ele afirmou que há “muito ódio” e “muita desumanização” contra ele e seus aliados políticos.
A utilização do colete por Flávio não é inédita.
Em março, o senador já havia aparecido com o equipamento durante um ato na Avenida Paulista, em São Paulo.
Na ocasião, veículos de imprensa informaram que a recomendação teria partido da equipe de segurança do parlamentar.
Ao justificar a decisão no novo vídeo, Flávio voltou a citar o episódio envolvendo o pai.
Jair Bolsonaro foi esfaqueado em 6 de setembro de 2018, enquanto participava de um ato de campanha no Centro de Juiz de Fora.
O caso marcou a campanha presidencial daquele ano e é frequentemente mencionado por aliados do ex-presidente em discursos sobre segurança.
A fala do senador ocorre em meio ao desgaste provocado por reportagens sobre a relação dele com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
O The Intercept Brasil divulgou áudios, mensagens e documentos que apontam tratativas para financiamento de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
Flávio confirmou ter buscado patrocínio privado para a produção, mas negou ter recebido vantagem indevida.
A produtora ligada ao filme negou à Folha de S.Paulo ter recebido recursos de Vorcaro, do Banco Master ou de empresas sob controle dele.
O episódio aumentou a pressão sobre a pré-campanha de Flávio, que passou a lidar com questionamentos internos e externos sobre a viabilidade eleitoral do nome do PL.
Levantamento Futura/Apex divulgado na sexta-feira (22) mostrou Lula (PT) com 47,7% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que marcou 42,2%.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre os dias 15 e 20 de maio, em 878 cidades, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
No vídeo, Flávio afirmou que não pretende recuar diante das críticas e disse estar preparado para seguir na disputa.
Até a publicação, não havia nas fontes consultadas confirmação de ameaça específica contra o senador relacionada ao vídeo divulgado neste domingo.