Homem é preso ao retirar encomenda com remédio do Paraguai em Ipatinga (MG)
Polícia Militar apreendeu 21 frascos de tirzepartida, medicamento para controle de diabetes de fabricante não homologado, após alerta da diretoria do presídio
Dois policiais militares foram presos por executarem um foragido da Justiça após o homem se render e colocar as mãos na cabeça durante a abordagem. Os policiais alegaram que atiraram por legítima defesa durante troca de tiros, no entanto, a Polícia Civil analisou as imagens e constatou que o indivíduo não apresentou resistência.
A TV TEM teve acesso ao vídeo que mostra o momento em que Murilo Henrique Junqueira, de 26 anos, está próximo de uma casa, dois policiais de Ourinhos-SP se aproximam e o homem coloca as mãos na cabeça. Ele anda e logo é baleado por um tiro disparado por um dos policiais e cai no chão.
Na sequência, o policial se aproxima e efetua o segundo disparo quando o homem já está no chão. O outro policial aparece e dispara para o alto. Veja o vídeo abaixo:
Os militares apresentaram uma arma de fogo na ocorrência que teria sido usada pelo foragido por tentativa de homicídio. "Ocorre que, com a obtenção das imagens, percebemos que a versão apresentada pelos policiais no plantão, que teria ocorrido legítima defesa, não se sustentava", disse o delegado Antônio José Fernandes Vieira que solicitou a prisão temporária dos dois PMs envolvidos no caso.
A própria Polícia Militar cumpriu os mandados. O subtenente, de 49 anos, e cabo de 37 foram presos e levados ao Presídio Militar Romão Gomes, na capital, nessa terça-feira (21).

"A polícia está ouvindo moradores com objetivo de identificar testemunhas presenciais. A possibilidade é grande, inclusive já identificamos algumas. Vamos estabelecer qual foi a participação de cada policial neste evento", afirmou o delegado.
A Polícia Militar informou que encaminhou o caso para a Justiça Militar, com pedido de prisão preventiva. “Dada a gravidade das imagens expostas e conduta inaceitável de quem tem o dever de zelar pela legalidade e proteção das pessoas, a Polícia Militar, compromissada com defesa da vida continuará apurando com o rigor necessário e informará à sociedade de todos os atos de investigação decorrentes", informou a corporação.