Prefeitura de Ipatinga desmente boato sobre fechamento do comércio

O município revogou o decreto anunciado para a onda verde do programa Minas Consciente

Por Plox

24/10/2020 07h10 - Atualizado há mais de 3 anos

A Secretaria de Saúde de Ipatinga desmentiu, nesta sexta-feira (23), boatos sobre o fechamento do comércio na cidade. A informação falsa que circulou nas mídias sociais atribuía um “possível” fechamento à reclassificação do município para a Onda Amarela do programa ‘Minas Consciente’ do governo do Estado. 

“Trata-se de mais uma fake News, dessas que são fartamente distribuídas em período eleitoral. Não há razão para que a população ou segmentos da economia fiquem alarmados. Em termos de macrorregião, o município foi classificado para a Onda Amarela após o dia 24. Pelas regras vigentes, inclusive, até esta data permanecemos na Onda Verde. O que será feito é apenas a revogação do decreto que autorizava o funcionamento de novos setores na Onda Verde e, então, retornaremos à vigência do decreto anterior, que garantia o funcionamento de quase toda a gama produtiva da cidade. Claro, observando as normas sanitárias já descritas, para evitar retrocessos”, disse a secretária de Saúde Érica Dias. 

Foto: Marcelo Augusto / Plox / Arquivo

 

Ainda segundo a secretária de Saúde, o município foi reclassificado para a Onda Amarela por conta do nível de ocupação dos leitos adultos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI). 

“Nós tivemos um acréscimo nessa ocupação. Porém, isto se refere a pessoas internadas em UTI’s comuns. É sabido por todos que a nossa região sempre teve um déficit desse tipo de serviço. Entretanto, o programa estadual leva em conta esse número. Sobre as UTI’s Covid, nesta sexta-feira estamos com uma ocupação estável. Ela é de 67% e, quando falamos de enfermaria, esse número ainda cai para 35%”, detalhou a secretária. 

A secretária alerta ainda: “Somos referência da micro, da macro e, em alguns casos, de municípios de fora da macro. Falo de mais de 80 municípios. E o programa não é sensível a essas variáveis. Por fim, devemos observar que essa análise de apenas sete dias gera essa alta volatilidade entre as ondas. Inclusive, estamos buscando mecanismos junto ao Estado para tentar mudar isso e garantir aos municípios maior segurança para fazer essa migração e analisar os resultados”, concluiu.

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