Governo prevê R$ 33,5 bilhões para abono do PIS/Pasep em 2026
Benefício de um salário mínimo de R$ 1.621 deve alcançar 26,9 milhões de trabalhadores em 2026, com novas regras de renda, redução gradual de beneficiários e economia projetada de R$ 24,8 bilhões até 2030
25/01/2026 às 10:16por Redação Plox
25/01/2026 às 10:16
— por Redação Plox
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O governo federal prevê liberar cerca de R$ 33,5 bilhões em 2026 para o pagamento do abono salarial a trabalhadores inscritos no Programa de Integração Social (PIS) e no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o benefício deve alcançar aproximadamente 26,9 milhões de pessoas, entre empregados da iniciativa privada e do serviço público.
Pagamento vai beneficiar 27 milhões de trabalhadores
Foto: Agência Brasil
O abono será pago a quem está vinculado ao PIS/Pasep há, pelo menos, cinco anos e recebeu, no ano-base de 2024, remuneração média mensal de R$ 2.766. O valor do benefício corresponde a um salário mínimo, fixado em R$ 1.621,00. No total, quase 27 milhões de trabalhadores devem ser contemplados com o repasse em 2026.
Calendário começa em fevereiro
Não haverá pagamento em janeiro. De acordo com o calendário aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), o primeiro depósito será feito em 15 de fevereiro, para trabalhadores nascidos em janeiro. Quem nasceu em fevereiro recebe em 15 de março, e assim sucessivamente, até agosto.
Veja as datas de pagamento em 2026:
Nascidos em janeiro: pagamento em 15 de fevereiro
Nascidos em fevereiro: pagamento em 15 de março
Nascidos em março e abril: pagamento em 15 de abril
Nascidos em maio e junho: pagamento em 15 de maio
Nascidos em julho e agosto: pagamento em 15 de junho
Nascidos em setembro e outubro: pagamento em 15 de julho
Nascidos em novembro e dezembro: pagamento em 15 de agosto
Novas regras de renda para receber o abono
A partir deste ano, entram em vigor novas regras para o acesso ao abono salarial, definidas pela Emenda Constitucional nº 135 de 2024. O limite de renda deixa de ser calculado em dois salários mínimos e passa a ser um valor fixo de R$ 2.640, que será reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Esse limite será reduzido gradualmente até atingir o equivalente a 1,5 salário mínimo por volta de 2035. A mudança ocorre porque o salário mínimo passa a ser corrigido pela inflação somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), o que, em tese, ampliaria ano a ano o número de beneficiários do PIS/Pasep e, consequentemente, os gastos do governo com o programa.
Redução de beneficiários e economia aos cofres públicos
Com o novo critério de renda, a expectativa do governo é de uma redução gradual no número de trabalhadores atendidos a partir de 2026. A projeção é que, em 2030, dependendo do cenário econômico, cerca de 3 milhões de pessoas deixem de receber o abono salarial.
De acordo com as estimativas oficiais, a mudança deve gerar uma economia acumulada de R$ 24,8 bilhões até 2030. As novas regras representam um ajuste estrutural no alcance do benefício e no impacto das despesas obrigatórias do governo.
Como consultar se tem direito ao benefício
O trabalhador pode checar se tem direito ao abono salarial por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Para isso, é necessário atualizar o app, acessar a aba “benefícios”, selecionar “abono salarial” e clicar em “pagamentos”.
Nessa seção, é possível verificar o valor a receber, a data prevista para o depósito e o banco responsável pelo pagamento.