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    Anvisa aprova uso emergencial de remédio da AstraZeneca contra Covid

    Medicamento Evusheld é o primeiro profilático aprovado no Brasil. Uso será permitido apenas para pessoas imunocomprometidas

    Por Plox

    25/02/2022 02h45 - Atualizado há 4 meses

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta quinta-feira (24/2), o uso emergencial, em caráter experimental, do medicamento Evusheld (cilgavimabe + tixagevimabe) contra a Covid-19.

     

    O pedido de aprovação foi apresentado pela empresa AstraZeneca do Brasil em 17 de dezembro de 2021. O remédio deve ser aplicado de forma intramuscular, em indivíduos imunocomprometidos a partir dos 12 anos de idade, com peso de no mínimo 40 kg. Segundo a Anvisa, este é o primeiro medicamento com indicação profilática autorizado no Brasil.

    De acordo com relatora do processo, Meiruze Sousa Freitas, pessoas imunossuprimidas são mais propensas a ter resposta imunológica menor à vacinação contra a Covid. “Essas pessoas também são as mais vulneráveis a desenvolverem infecção na forma grave”, informou a agência.

     

    Na imagem colorida, três pessoas estão posicionadas no centro. Uma está sentada com jaleco branco e anota em uma prancheta. Uma mulher está em pé e usa roupa amarela e mascara azul . A terceira mulher está sentada em frente ao homem. Ela tem cabelos brancos, curtos e usa máscara
    Geber86/ Getty Images

    Todos os medicamentos autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária são de uso restrito hospitalar e são tratamentos para pessoas que estão com coronavírus. Até o momento, nenhum remédio se mostrou eficaz para prevenir a infecção pela doença 

     

    Os tratamentos para a Covid-19 podem variar conforme o quadro apresentado. Em casos mais leves, onde há presença de dores musculares, dor na cabeça, perda do paladar ou do olfato, tosse intensa e febre, repouso e o uso de certos medicamentos podem auxiliar no alívio dos sintomas MSD/Reprodução

    Na imagem colorida, duas pessoas estão posicionadas no centro. Uma está deitada em um leito de hospital e a outra está de pé sobre o paciente, usa roupa azul, touca e máscara
    Morsa Images/ Getty Images

    Em casos mais graves, em que o paciente possui dificuldade para respirar ou apresenta dor no peito, é necessário realizar tratamento hospitalar

    Na imagem colorida, a faixada da Anvisa está em evidência

    No Brasil, alguns medicamentos foram autorizados pela Anvisa como tratamento para a Covid-19. Um deles é o baricitinib, fortemente recomendado para pacientes com quadros graves da infecção, pois aumenta a probabilidade de sobrevivência às complicações que o coronavírus pode causar

    Na imagem colorida, comprimidos brancos estão espalhados sobre a fotografia

    O medicamento age diminuindo os danos causados pelo coronavírus nas células e diminui inflamações. É fornecido na forma de comprimidos de 2 mg ou 4 mg e deve ser utilizado somente com prescrição médica

    Na imagem colorida, um homem está deitado sobre uma cama. Ele está coberto por uma manta, está com uma das mãos na cabeça enquanto segura um lenço

    O anticorpo monoclonal sotrovimab é outro medicamento autorizado pela agência reguladora como tratamento para a Covid-19. No entanto, ele é indicado apenas para quadros leves da doença e deve ser utilizado quando os primeiros sintomas se manifestarem

    Na imagem colorida, uma agulha está sob uma pele clara. A seringa tem a cor alaranjada

    Segundo a farmacêutica GSK, o sotrovimabe é eficaz contra mutações do coronavírus, assim como as que caracterizam a variante Ômicron. O remédio é injetável e de uso restrito a hospitais

    Na imagem colorida, uma pessoa segura uma bomba de oxigenio

    A dexametasona, um corticoide, é outro tratamento autorizado. Segundo estudos, o medicamento é indicado para pacientes com quadros graves. Ele é capaz de reduzir a mortalidade apenas quando o uso de oxigênio é necessário

    Na imagem colorida, um homem utilizando um jaleco branco está anotando em um papel. Há uma mulher loira na frente dele

    Apesar de ser indicado por órgãos de saúde, o corticoide não deve ser utilizado sem orientação médica, pois pode piorar o quadro clínico se usado precocemente

    Na imagem colorida, vários comprimidos estão espalhados por cima de uma superfície preta

    A Anvisa também concedeu permissão para a utilização do coquetel de anticorpos REGN-COV. O tratamento é indicado para pessoas que estão apresentando os primeiros sintomas da doença e não precisam de internação, mas que possuem risco maior de desenvolver quadros graves

    Na imagem colorida, duas pessoas estão posicionadas no centro. Uma está sentada enquanto a outra coloca medicamento no braço dela

    Para o uso do coquetel, que contém dois anticorpos monoclonais, o casirivimabe e imdevimabe, é necessário prescrição médica. Ele é aplicado via infusão intravenosa e, segundo a fabricante, reduz em até 70% o risco de hospitalização ou morte. Em casos graves, o medicamento não deve ser utilizado, pois pode piorar o quadro

    Na imagem colorida, uma mulher está posicionada no centro. Ela está deitada em uma cama, coberta com uma manta branca, usa máscara na cor azul e olha para a direita

    Assim como os corticoides, os bloqueadores dos receptores de interleucina-6 também são indicados para tratar sintomas graves da Covid-19, pois reduzem a morte pela doença. No entanto, para a utilização do medicamento é necessário prescrição médica, pois o uso indevido pode piorar o quadro do paciente

    Na imagem colorida, três pessoas estão posicionadas no centro. Uma está sentada com jaleco branco e anota em uma prancheta. Uma mulher está em pé e usa roupa amarela e mascara azul . A terceira mulher está sentada em frente ao homem. Ela tem cabelos brancos, curtos e usa máscara

    Todos os medicamentos autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária são de uso restrito hospitalar e são tratamentos para pessoas que estão com coronavírus. Até o momento, nenhum remédio se mostrou eficaz para prevenir a infecção pela doença Geber86

     

     

    Os tratamentos para a Covid-19 podem variar conforme o quadro apresentado. Em casos mais leves, onde há presença de dores musculares, dor na cabeça, perda do paladar ou do olfato, tosse intensa e febre, repouso e o uso de certos medicamentos podem auxiliar no alívio dos sintomas 

     

     

    Além dos imunocomprometidos, o remédio será indicado para pessoas que não podem tomar a vacina contra a Covid por histórico de reação adversa grave ou alergia a algum componente do imunizante. Em nota, o órgão regulador que o medicamento não substitui as vacinas contra a doença pandêmica.

     

    “A Anvisa destaca que a profilaxia pré-exposição com Evusheld®️ não substitui a vacinação para indivíduos em que a vacinação contra a Covid-19 seja recomendada. Pessoas para os quais a vacinação é indicada devem receber a vacinação contra Covid-19. Isso inclui as pessoas com comprometimento imunológico moderado a grave, mas que podem se beneficiar da vacinação contra a Covid-19, segundo avaliação profissional”, divulgou a agência.

    Segundo a bula de uso emergencial, o Evusheld não poderá ser utilizado para tratar Covid ou para profilaxia pós-exposição à Covid em pessoas que tiveram contato com sujeitos infectados pelo coronavírus.

    Fonte: https://www.metropoles.com/brasil/anvisa-aprova-uso-emergencial-de-remedio-da-astrazeneca-contra-covid?fbclid=IwAR2Qr4gW1lq8V0VAH0ej413x2g-oNVZyUT7jRJ_TYDhSmKt-BH8-vKC8pnM
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