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A Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) ajuizou uma ação civil pública contra Globo, CNN Brasil, Record e SBT pedindo indenização de R$ 1 milhão e outras medidas, após a repercussão do caso em que duas crianças foram mortas pelo pai em Itumbiara (GO). Segundo a instituição, a forma como parte da cobertura foi conduzida teria contribuído para ataques e ameaças contra a mãe, Sarah Araújo, nas redes e fora delas.
Thales Machado matou os dois filhos
Foto: Reprodução/Redes Sociais
De acordo com as informações divulgadas, a DPE-GO sustenta que reportagens e conteúdos exibidos ou replicados pelas emissoras teriam reforçado uma narrativa que acabou direcionando a culpa para a mãe das crianças. Esse enquadramento, segundo a Defensoria, teria alimentado um “linchamento virtual” contra Sarah Araújo.
A ação pede que as TVs indenizem a mãe que teve os filhos mortos, por meio de danos morais coletivos fixados em R$ 1 milhão. O processo também solicita providências como retirada de conteúdos e retratações públicas, conforme descrito em reportagens que tratam do caso.
O episódio que motivou a ação envolve Thales Machado, então secretário de governo de Itumbiara, que atirou contra os filhos e, em seguida, tirou a própria vida. A Polícia Civil de Goiás informou que, até o momento, descartou a participação de terceiros no crime.
Até a publicação das reportagens consultadas, a CNN Brasil informou que ainda não havia sido notificada oficialmente sobre a ação, segundo relatos da imprensa. As demais emissoras citadas foram procuradas por veículos que noticiaram o caso, mas nem todas teriam se manifestado no mesmo momento.
A iniciativa é apresentada como uma ação civil pública da Defensoria Pública estadual, instrumento utilizado para discutir danos coletivos e pedidos de obrigação de fazer, como retirada de conteúdo e retratação, além de eventual indenização financeira.
Para o público e para vítimas de crimes, o caso reacende o alerta sobre como narrativas incompletas ou de tom sensacionalista podem provocar perseguição a familiares em situações de grande comoção.
Para emissoras e para o jornalismo em geral, a ação tende a pressionar por revisão de protocolos editoriais ao abordar violência doméstica e familiar, exposição de imagens e reprodução de conteúdos de redes sociais.
No debate sobre redes, o episódio reforça a discussão sobre responsabilização por conteúdos que viralizam e sobre o efeito de um “tribunal da internet”, apontado em análises jornalísticas do caso.
A ação deve seguir seu curso na Justiça, com análise dos pedidos de indenização, retratação e eventuais determinações sobre manutenção ou retirada de conteúdos.
As emissoras citadas tendem a apresentar defesa após serem formalmente notificadas. Em paralelo, o caso continua acompanhado na esfera policial, com a consolidação do inquérito e das conclusões oficiais sobre a dinâmica e a motivação do crime, de acordo com as atualizações fornecidas pela Polícia Civil.