Vídeo mostra militar do Exército sacar arma e agredir motociclista em posto na Vila Militar, no Rio
Confusão ocorreu na terça-feira (24), na Zona Oeste; Comando Militar do Leste diz que caso é apurado e que houve auto de prisão em flagrante encaminhado à Justiça Militar
25/02/2026 às 12:44por Redação Plox
25/02/2026 às 12:44
— por Redação Plox
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Um vídeo que circula nas redes sociais registra uma confusão entre um militar do Exército Brasileiro e um motociclista em um posto de combustíveis na Vila Militar, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A briga ocorreu nesta terça-feira (24).
Nas imagens, o militar aparece sacando uma arma e, em seguida, desferindo um tapa no rosto do motociclista. Com o impacto, a moto cai no chão.
Pouco depois, outros militares chegam ao local. A pessoa que faz a gravação orienta o motociclista a não reagir para não “perder a razão” e cita possíveis crimes atribuídos ao agressor, como abuso de autoridade e usurpação de função pública.
Em outro momento do vídeo, um militar se aproxima da câmera e afirma que, caso o colega tenha agido de forma errada, será punido.
Militar dá tapa em motociclista
Foto: Reprodução/TV Globo
Relatos nas redes sociais sobre perseguição
Até a última atualização, não havia informação sobre como a briga começou, nem o motivo da abordagem do motociclista pelo Exército.
Relatos publicados nas redes sociais apontam que o motociclista, que seria motoboy, não teria obedecido a uma ordem de parada e, por isso, teria sido perseguido por militares em motocicletas até o posto de combustíveis.
De acordo com essas versões, o militar teria ordenado que o motociclista permanecesse no local. O motoboy, porém, teria tentado sair e, nesse momento, foi agredido.
As circunstâncias completas da abordagem não aparecem no vídeo que circula nas redes.
Exército abre apuração sobre conduta de militar
Em nota, o Comando Militar do Leste (CML) informou que as circunstâncias da ocorrência estão sob rigorosa apuração administrativa e legal.
Segundo o Exército, um auto de prisão em flagrante foi formalizado e encaminhado à Justiça Militar para análise minuciosa e isenta do caso.
O CML afirmou ainda que reitera sua estrita observância à legalidade, à ética e aos princípios constitucionais que regem a administração pública, além de reafirmar o compromisso com a transparência.