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A revista britânica The Economist afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) está “envolto em um enorme escândalo”, ao tratar das suspeitas e controvérsias ligadas ao colapso do Banco Master e às conexões do caso com figuras do Judiciário e da política. A caracterização repercutiu na imprensa brasileira nesta quarta-feira (25), em meio a debates internos na Corte sobre regras de conduta e transparência.
Ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal
Foto: Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom
De acordo com a repercussão publicada no Brasil, a The Economist vincula o “enorme escândalo” ao caso Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025 após investigação de fraude conduzida pela Polícia Federal. Segundo esses relatos, a revista indica que o episódio reacendeu discussões sobre a conduta de ministros do STF e a proximidade da Corte com elites empresariais e políticas.
Textos citados por veículos como Poder360 e InfoMoney apontam que o ministro Dias Toffoli é mencionado em meio a questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse e contatos com partes envolvidas no caso. O ministro Alexandre de Moraes também aparece nas reportagens, em razão de informações relativas à atuação profissional de sua esposa, advogada, em contrato ligado ao Banco Master — ponto que, conforme a repercussão do texto da revista, gerou desdobramentos e reações no âmbito de investigações.
No pano de fundo, o caso Banco Master ganhou dimensão nacional por envolver uma quebra considerada de grande porte, com apurações sobre práticas financeiras e suspeitas de fraude. A Associated Press registrou que o Banco Central determinou o fechamento da instituição em 18 de novembro de 2025, no contexto de uma grande investigação de fraude, com bloqueio de ativos e impacto sobre clientes e credores. A Forbes Brasil também noticiou a liquidação extrajudicial do banco e a prisão do controlador Daniel Vorcaro no mesmo período.
Até o momento, a apuração pública disponível por meio da repercussão na imprensa indica que ministros citados negam ter atuado em situações de conflito de interesses e contestam a necessidade de um novo código de ética, conforme relatos de veículos que reproduziram trechos e a linha geral do texto da The Economist.
Paralelamente, há registro na imprensa internacional de movimentações institucionais dentro do próprio STF. O Financial Times informou, na semana anterior, que Dias Toffoli se afastou da condução do caso Banco Master após alegações de conflito de interesse, e que a Corte teria respaldado a decisão e reafirmado sua imparcialidade, segundo a reportagem.
No campo da governança interna, reportagem da revista Veja indica que o presidente do STF, Edson Fachin, articula a criação de um código de conduta para a Corte, com relatoria a cargo da ministra Cármen Lúcia. A iniciativa, porém, enfrentaria resistências e obstáculos internos.
Observação editorial: a íntegra do texto original da The Economist não foi divulgada nas fontes abertas consultadas. As informações disponíveis se baseiam em trechos e descrições publicados por veículos brasileiros e internacionais.
A repercussão da matéria da The Economist tende a ampliar a pressão por regras mais claras de conduta no STF. Entre os possíveis efeitos práticos apontados pela imprensa, está o aumento da cobrança por um código de ética e por critérios objetivos de impedimento e suspeição, além de balizas para participação de ministros em eventos e relações com partes interessadas em processos.
Segundo o que foi relatado sobre o texto da revista britânica, o tema também pode ganhar peso político em ano eleitoral, especialmente em disputas para o Senado. A expectativa é de que campanhas usem como bandeira a fiscalização sobre o STF e eventuais pedidos de impeachment de ministros, alimentados pela narrativa de que a Corte estaria, nas palavras da publicação, “envolta em um enorme escândalo”.
No plano institucional, o caso Banco Master já afetava a credibilidade de atores do sistema financeiro e do meio político. Ao alcançar o centro do debate sobre o STF, a crise tende a se projetar sobre a percepção pública do Judiciário, num momento em que a Corte é alvo de críticas e disputas em diferentes frentes.
Entre os pontos a acompanhar, estão eventuais avanços — ou recuos — na proposta de código de conduta mencionada pela imprensa, incluindo definição de cronograma e conteúdo das regras. Também segue no radar a continuidade das investigações sobre o Banco Master, conduzidas por Polícia Federal e Ministério Público Federal, e possíveis decisões judiciais a respeito de impedimentos e redistribuição de relatorias.
Outro aspecto considerado relevante é a possibilidade de uma resposta institucional do STF à repercussão internacional desencadeada pela matéria da The Economist, seja por meio de nota oficial, esclarecimentos públicos ou medidas administrativas internas.