Investigação do Ministério Público sobre "Golpe do Amor" em Minas Gerais

Prejuízos chegam a R$ 30 mil para vítimas de estelionato sentimental na internet

Por Plox

25/03/2024 13h46 - Atualizado há 4 meses

Em Minas Gerais, uma série de casos de estelionato, apelidados de "golpe do amor", vem sendo investigada pelo Ministério Público (MPMG). Os criminosos, utilizando-se de perfis falsos em redes sociais, miram, principalmente, mulheres em busca de relacionamentos amorosos, chegando a causar prejuízos financeiros de até R$ 30 mil. O Grupo de Atuação Especial de Combate a Crimes Cibernéticos (Gaeciber), responsável pelas investigações, aproveita o contexto do mês dedicado às mulheres para reforçar alertas e oferecer orientações para evitar que mais pessoas sejam vítimas dessa fraude.

Foto: Pexels (imagem ilustrativa)

Mauro Ellovitch, promotor de Justiça e coordenador do Gaeciber, detalha que os fraudadores se valem de fotografias e identidades falsas para estabelecer contato com suas vítimas, ganhando sua confiança por meio de conversas envolventes. A estratégia envolve solicitar fotos íntimas e, posteriormente, inventar situações dramáticas ou oportunidades de investimento conjunto para solicitar transferências de dinheiro. Caso a vítima se recuse, os golpistas ameaçam expor o conteúdo íntimo obtido, configurando uma forma de extorsão.

Além dos danos financeiros, o impacto emocional e na autoestima das vítimas é significativo, com muitas se sentindo violadas pela exposição e uso de sua intimidade. O promotor enfatiza a exploração dos sentimentos e intimidade feminina como características marcantes deste crime, e incentiva as vítimas a não se silenciarem diante dessas situações.

A subnotificação desses crimes é um problema destacado por Ellovitch, atribuído ao sentimento de vergonha das vítimas em admitir que foram enganadas. Ele oferece conselhos para evitar cair nessas armadilhas, como a desconfiança em interações com estranhos sem conexões mútuas e a cautela com histórias excessivamente elaboradas. Adicionalmente, alerta sobre os riscos do compartilhamento de conteúdo íntimo na internet, ressaltando que uma vez publicado, o conteúdo é praticamente irrecuperável.

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