Delegado e esposa são citados em investigação sobre fraude em concursos, diz reportagem
PF apura suposto esquema com candidatos beneficiados em vários estados; Fantástico afirma que delegado teria pago quadrilha para aprovar a esposa
25/03/2026 às 06:58por Redação Plox
25/03/2026 às 06:58
— por Redação Plox
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O delegado da Polícia Civil de Pernambuco, Diogo Gonçalves Bem, e a esposa dele, Larissa Saraiva Amando Alencar, são citados em uma investigação que apura um suposto esquema de fraude em concursos públicos que teria beneficiado candidatos em diferentes estados do país.
Segundo apuração exibida pelo Fantástico, Larissa foi aprovada em primeiro lugar para o cargo de auditora fiscal do trabalho. A Polícia Federal aponta que o marido dela teria pago uma quadrilha para que a esposa passasse no concurso.
Apesar das suspeitas, Larissa Saraiva continua exercendo o cargo.
A reportagem foi até o prédio onde ela mora, no Recife, mas não a encontrou. A equipe também informou que tentou contato com Diogo Bem e Larissa Saraiva por telefone e mensagem, porém não houve retorno.
Mulher que passou em 1º lugar é esposa de delegado e teria fraudado concurso, diz PF
Foto: Reprodução/TV Globo
Como o esquema de fraudes funcionava
Uma investigação da Polícia Federal revelou um esquema de fraude em concursos públicos que teria beneficiado candidatos em diferentes estados do país. Entre os métodos identificados estão o uso de “candidatos fantasmas”, pagos para fazer provas no lugar dos inscritos, além da utilização de pontos eletrônicos para repasse de respostas durante os exames.
De acordo com os investigadores, a organização criminosa seria liderada por Tiago José de Andrade, que cooptaria funcionários ligados a bancas organizadoras para obter acesso antecipado às provas. Em alguns casos, os valores cobrados chegavam a R$ 500 mil, a depender do cargo disputado.
As apurações também indicam que os pagamentos podiam ser feitos de forma parcelada ou por meio da compra de bens, como carros de luxo, além de uma espécie de “mensalidade” paga pelos beneficiados.
Mandados e possíveis crimes
A Polícia Federal cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em estados como Alagoas, Paraíba e Pernambuco. Os investigados podem responder por crimes como fraude em concurso público, organização criminosa e concussão.