Aneel confirma bandeira amarela na conta de luz em maio
Mudança acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh e é atribuída à redução de chuvas e maior acionamento de termelétricas
25/04/2026 às 09:47por Redação Plox
25/04/2026 às 09:47
— por Redação Plox
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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (24) que a bandeira tarifária da conta de luz em maio será amarela. Com a mudança, os consumidores terão um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Redução de chuvas leva ao acionamento de termelétricas
Segundo a agência, a decisão ocorre por causa da redução de chuvas na transição do período chuvoso para o seco. Nesse cenário, aumenta a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que têm custo mais elevado, e diminui a capacidade de geração das hidrelétricas.
Em nota à imprensa, a Aneel afirmou:
De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, refletindo as condições favoráveis de geração. Adotado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias é uma ferramenta essencial de transparência, permitindo que os consumidores acompanhem, mês a mês, as condições de geração de energia no país
Aneel
Conta de luz terá bandeira amarela no mês de maio
Foto: • Marcelo Camargo | Agência Brasil
Agência orienta consumidores a evitar desperdícios
A Aneel também reforçou, em comunicado, que os consumidores devem “cultivar bons hábitos de consumo” para “evitar desperdícios” e “contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico”.
Fiemg demonstra preocupação com impacto nos custos
Também em nota, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) disse ver com “preocupação” a decisão. Para a entidade, “o impacto é direto nas contas de luz e nos custos das empresas, especialmente da indústria, que tem na energia um dos seus principais insumos”.
O coordenador de Mercado de Energia da federação, Sérgio Pataca, avaliou que o anúncio sinaliza uma mudança relevante no cenário hidrológico. Segundo ele, a entrada no período seco no Sudeste — onde estão os principais reservatórios do país — reduz a capacidade de recuperação dos níveis e começa a pressionar o custo de geração.
De acordo com a Fiemg, o contexto se dá em meio a um quadro climático ainda indefinido, sem confirmação do El Niño, o que amplia a incerteza sobre o comportamento das chuvas nos próximos meses.