Governo desiste de usar saldo do FGTS para quitar dívidas e prepara novo Desenrola

Proposta foi engavetada por barreiras jurídicas; equipe econômica negocia com bancos uma nova etapa de renegociação com anúncio previsto após reunião em São Paulo

25/04/2026 às 13:23 por Redação Plox

Após semanas de discussões nos bastidores de Brasília, o governo federal decidiu abandonar a proposta de usar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abater dívidas da população. A equipe econômica, liderada pelo Ministério da Fazenda, avaliou que havia barreiras jurídicas consideradas intransponíveis para viabilizar a quitação ou redução de débitos por meio do fundo.

Com a medida engavetada, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa a concentrar esforços em uma nova fase do programa Desenrola, voltada à renegociação de dívidas. Segundo o texto original, a decisão está em fase final de elaboração técnica e deve ser sacramentada na próxima segunda-feira (27), em uma reunião entre o ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, e representantes dos principais bancos brasileiros em São Paulo.

Foto: Divulgação.

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Governo redireciona estratégia e prioriza renegociação

A nova etapa do programa é tratada, internamente, como uma “tábua de salvação” para milhões de brasileiros e volta a ocupar lugar central na agenda econômica. O objetivo é oferecer condições mais agressivas de refinanciamento, com a expectativa de aliviar o orçamento das famílias e permitir que as contas voltem a fechar no fim do mês.

O Palácio do Planalto definiu o socorro aos endividados como prioridade para o primeiro semestre de 2026. A orientação ao Ministério da Fazenda é buscar alternativas imediatas para evitar o agravamento da situação financeira nas faixas de renda mais baixas, substituindo a expectativa criada em torno do FGTS por um mecanismo descrito como mais ágil e baseado no mercado.

Impacto no bolso do eleitor e atenção ao cenário inflacionário

Em um contexto de oscilação nos índices de aprovação, o governo busca medidas com efeito direto na renda disponível do eleitor. De acordo com informações mencionadas no texto, bastidores apontam que o Planalto vê o alto endividamento como um fator relevante para a insatisfação popular, e considera o refinanciamento em massa uma forma de tentar recuperar espaço nas pesquisas.

Além do alívio nas dívidas, o governo também demonstra preocupação com o ambiente inflacionário durante o período de campanha. A estratégia, conforme descrita, é proteger o consumo interno e evitar que a percepção de carestia ganhe força no debate público, usando o refinanciamento como instrumento para reduzir o pessimismo econômico e estimular a recuperação do poder de compra.

“Novo Desenrola” deve ampliar alcance e regras

O texto aponta que o “Novo Desenrola” deve trazer regras mais amplas, com a intenção de alcançar uma parcela da população que não foi contemplada nas etapas anteriores do programa.

No momento, a equipe técnica trabalha para ajustar os últimos detalhes antes do encontro com as instituições financeiras. A expectativa é que, após a reunião de segunda-feira, o governo anuncie o calendário e as novas regras da próxima fase do Desenrola.

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