Janja reage a enviado de Trump após fala sobre brasileiras: “raça maldita”
Primeira-dama condenou declarações de Paolo Zampolli e defendeu união contra machismo, misoginia e violência; Gleisi Hoffmann também criticou o enviado.
25/04/2026 às 08:00por Redação Plox
25/04/2026 às 08:00
— por Redação Plox
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Em Brasília, a primeira-dama Janja da Silva manifestou nesta sexta-feira (24/4) indignação com declarações do enviado especial para parcerias globais de Donald Trump, Paolo Zampolli, que afirmou em entrevista que as mulheres brasileiras seriam “raça maldita” e “programadas para causar confusão”.
Primeira-dama Janja da Silva critica fala de conselheiro de Trump
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Reação de Janja nas redes sociais
Em publicação nas redes sociais, Janja afirmou que mulheres brasileiras “rompem, diariamente, ciclos de violência e de silenciamento” e reagiu à fala do conselheiro aliado de Trump. Para a primeira-dama, a tentativa de desqualificação não diminui as brasileiras.
As mulheres brasileiras, com muita força e coragem, rompem, diariamente, ciclos de violência e de silenciamento. Dizer que somos uma ‘raça maldita’ e ‘programadas para causar confusão’, não nos diminui. Pois sabemos muito bem quem somos e temos muito orgulho de quem nos tornamos diariamente Janja da Silva
Em outro trecho, ela disse que a indignação fortalece a união para combater machismo, misoginia, feminicídio e toda forma de violência contra as mulheres. Janja também ressaltou: “Não somos programadas para nada. Somos pessoas com voz, com sonhos”.
Entrevista à emissora italiana e disputa judicial
A declaração de Zampolli foi dada em entrevista à RAI, emissora italiana de rádio. O conselheiro de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, foi casado com a modelo brasileira Amanda Ungaro por quase 20 anos. Segundo o texto, o casal tem um filho de 15 anos, cuja guarda está sendo disputada nos tribunais norte-americanos.
Menção a acusações feitas pela ex-mulher
Segundo a primeira-dama do Brasil, Amanda Ungaro chegou a acusar Zampolli de violência doméstica e de abuso sexual e psicológico. Janja afirmou que é impossível não se indignar diante da fala do enviado especial, citando as acusações feitas por sua ex-mulher.
Gleisi Hoffmann também critica declaração
A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-ministra de Relações Institucionais do governo Lula, também criticou a declaração, que classificou como “misógina”, e afirmou que Zampolli não é bem-vindo no Brasil. Na publicação, ela o chamou de “misógino arrogante da extrema direita” e disse que “quem cria confusão e guerras” é o chefe dele.