Parada LGBT+ de SP leva debate sobre voto e participação política à Paulista em ano eleitoral

Com tema “A rua convoca, a urna confirma”, evento marcado para 7 de julho quer estimular engajamento cidadão e discutir a importância do voto na definição de políticas públicas e garantia de direitos

25/04/2026 às 14:51 por Redação Plox

Em um ano de eleições presidenciais, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo quer levar à Avenida Paulista um debate político centrado na participação cidadã. Marcado para 7 de julho, na capital paulista, o evento terá como tema A rua convoca, a urna confirma, com a proposta de ampliar a discussão sobre a importância do voto.

Segundo a organização, o voto é um instrumento central para a definição de políticas públicas e para a garantia de direitos, e a escolha do tema busca estimular a participação política


Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo em 7 de julho, quer levar à Avenida Paulista um debate político centrado na participação cidadã.

Foto: Marcello Camargo/Agência Brasil/Arquivo



Evento aposta em debate sobre participação e direitos

A Parada existe porque a LGBTfobia persiste. Cresce porque a desigualdade permanece. Ocupa as ruas porque o poder ainda exclui. Trinta anos não são apenas uma celebração. É um chamado à ação. Um chamado para ocupar, para enfrentar, para participar e para decidir

Nelson Matias Pereira, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP)

Parada completa 30 anos e relembra trajetória na cidade

Considerada uma das maiores manifestações de diversidade do mundo, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo completa 30 anos neste ano. A primeira edição ocorreu em 1996, na Praça Roosevelt e, no ano seguinte, passou a ocupar a Avenida Paulista, onde se consolidou.

Desde então, o evento tem levado às ruas debates sobre temas como o reconhecimento da união estável, o direito à identidade de gênero, a adoção por casais homoafetivos e a criminalização da LGBTfobia, entre outros. No ano passado, por exemplo, a discussão foi sobre o envelhecimento.

Organização diz ter resistido a tentativas de interferência

Em nota, Nelson Matias Pereira afirmou que a APOLGBT-SP resistiu a tentativas de retirar a Parada da Paulista e também a investidas para se apropriar do evento, além de iniciativas que, segundo ele, buscavam silenciamento, esvaziamento ou controle. Para ele, a presença é legítima e a luta é inegociável.

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