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    Lei determina a substituição de sirenes e alarmes nas escolas por sinaleiros musicais em Ipatinga

    Medida visa proteger autistas que desencadeiam crises de pânico em virtude de barulho

    Por Plox

    25/05/2022 20h57 - Atualizado há 30 dias

    Alunos com transtorno do espectro autista (TEA) possuem hipersensibilidade sensorial e sofrem com sobrecarga dos sentidos, podendo causar fobia, pânico e agressividade. “Devido a isso é importante adequar as sirenes e alarmes sinalizadores de início e término das aulas nas escolas públicas e particulares do município, devam ser substituídas de forma gradativa por sinaleiros musicais, de acordo com a necessidade de reposição do equipamento”, explicou o autor da matéria, vereador Daniel do Bem.

    Foto: reprodução Pixabay

     

    Ele ainda citou que essas sirenes musicais já existem em algumas escolas de Ipatinga e evitam que alunos com TEA desencadeiem crises por conta do barulho. Segundo justificativa da lei, os meios de comunicação têm divulgado que muitas pessoas com autismo sofrem com os impactos de altos ruídos na vida cotidiana.

    Uma recente alteração na Escola estadual Almirante Toyoda, que, segundo o diretor, é a escola do município que tem maior número de pessoas com deficiência matriculados, sendo 44 em sua totalidade, favoreceu muitos autistas.

    “Presenciamos crises de alguns autistas devido à nossa sirene, que era alta e muito prolongada. O disposto sonoro da escola era programado automaticamente e isso levou alguns de nossos alunos a ter pânico. Desprogramamos e passamos a operá-la de modo manual, de forma que hoje o som é super curto, em horários como o recreio, diminuímos o som e fizemos um trabalho de conscientização com nossos alunos, o que veio a sanar o problema”, disse o diretor Luciano Carlos Fernandes.

    Ele contou que a Escola ainda irá adquirir a sirene musical, “o paliativo resolveu, mas estamos pesquisando e vamos adquirir a sirene musical porque isso favorece o autista e a comunidade escolar como um todo”, disse Luciano Carlos.

    A mãe do Lucas, de 11 anos, Carolina Borges comemorou a notícia. Segundo ela, o filho tem hipersensibilidade auditiva grave e ele usa abafador de ruídos na escola para evitar que o barulho da sirene o leve a desregulação emocional e ele fique agressivo. “Essa lei ajudará o Lucas e muitos outros autistas que têm essa hipersensibilidade, porque a escola não pode ser um local que traga transtorno para os atípicos. Nossa luta é que ela seja sempre inclusiva e essa medida é excelente”, disse.

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