STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Um bebê, de pouco mais de sete meses, morreu na tarde desta sexta-feira (24), em uma escola infantil, no bairro Iguaçu, em Ipatinga, Minas Gerais. O Samu esteve no local e tentou reanimar a criança, mas ela não esboçou reação e o óbito foi confirmado.
Segundo uma funcionária do local, ela é a responsável pela ala de bebês, mas nessa sexta-feira estavam cinco crianças no quarto, entre 5 meses e um ano, e que Davi Pimenta Pereira comeu papinha por volta de 11h e adormeceu por volta de 14h.
Ainda de acordo com a funcionária, Davi tinha o hábito de dormir bastante, sendo que ela olhou ele por algumas vezes e não percebeu nada de anormal. Ao olhar a hora e perceber que já passava de 16h, viu que Davi ainda dormia e foi acordá-lo para tomar banho, mas percebeu que a criança não acordava e estava mole.
Ao constatar a situação, ela virou a criança e percebeu que ela estava roxa, tendo saído do quarto e pedido ajuda para uma proprietária da escola, pois a mulher tem curso de primeiros socorros. De imediato, a mulher teria tentado reanimar a criança enquanto outras funcionárias ligavam para o Samu e para os pais do menino.

Ao ser perguntada pela polícia sobre o estado de saúde de Davi, a funcionária relatou que a criança estava gripada e por recomendação da família, mediante uma receita medica, o medicaram por duas semanas, porém já havia encerrado a medicação há aproximadamente uma semana e a criança permanecia gripada.
O Samu compareceu ao local e, segundo o relato, ao chegarem, os socorristas se depararam com a criança já em óbito, com princípio de rigidez cadavérica e aparentava ter morrido há aproximadamente uma hora. Mesmo diante da constatação, a equipe executou procedimentos na tentativa de reanimar a criança por algum tempo.
O médico responsável ainda relatou que na roupa da criança foi encontrado um pouco de secreção. Ao examinar, a mesma secreção foi encontrada nas vias aéreas e pulmão. O médico não constou sinais de restos de alimento, nenhum tipo de vômito, nem outro sinal.
A polícia entrou em contato com a proprietária da escolinha e ela disse aos policiais que normalmente fica ajudando a funcionária no berçário, porém, ela estava atendendo algumas pessoas, mostrando a escola e não estava no local no momento.
Ainda conforme a explicação, quando ela viu o que estava acontecendo, já ciente que o Samu tinha sido acionado, ligou para a mãe de Davi, que somente atendeu na segunda vez, e informou que a criança estava passando mal e já havia acionado o socorro.
A proprietária ainda disse que, após a chegada do Samu, elas foram retiradas do quarto e somente depois foram informadas do óbito da criança. A Perícia compareceu ao local e, após realizar os trabalhos de praxe, liberou o corpo da criança para o IML. O caso foi registrado como abandono de incapaz e a proprietária foi encaminhada a Delegacia de Polícia Civil com a funcionária do local.