PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
Minas Gerais registrou 476 amputações relacionadas ao câncer de pênis entre 2021 e 2025, o segundo maior número do Brasil. O estado ficou atrás apenas de São Paulo, que contabilizou 547 procedimentos no mesmo período. Em 2026, a doença já provocou 20 mortes em território mineiro até meados de julho.
Dados da SES-MG revelam que cerca de 48 homens são diagnosticados por mês
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Dados do Painel de Monitoramento do Tratamento Oncológico informados pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) apontam 891 diagnósticos pelo Sistema Único de Saúde em 2024 e 587 em 2025 — média de aproximadamente 49 registros por mês no último ano completo. Até 15 de julho de 2026, o painel contabilizava 17 casos, número parcial e sujeito a atualização. Os óbitos chegaram a 43 em 2024, 47 em 2025 e 20 neste ano.
Em todo o Brasil, foram registradas 2.949 amputações e 2.359 mortes decorrentes do câncer de pênis entre 2021 e 2025, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia com base em dados do Ministério da Saúde. Especialistas relacionam parte das cirurgias mutiladoras à demora em procurar atendimento, muitas vezes causada por desinformação, vergonha ou medo do diagnóstico.
Os principais sinais de alerta são ferida ou úlcera persistente, caroço, sangramento, secreção, mau cheiro, espessamento ou mudança na cor da pele do pênis. Nódulos ou ínguas na região da virilha também precisam ser investigados, pois podem indicar que a doença atingiu os linfonodos.
A confirmação normalmente é feita por biópsia de uma lesão suspeita. Quando identificado no início, o tumor apresenta alta possibilidade de cura e pode ser tratado com procedimentos que preservam maior parte do órgão. Em estágios avançados, o tratamento pode exigir penectomia parcial ou total, retirada de linfonodos, radioterapia ou quimioterapia, conforme a extensão da doença.
A prevenção inclui higiene diária com água e sabão, uso de preservativo, vacinação contra o HPV para os públicos contemplados pelo SUS e avaliação médica da fimose, condição que pode dificultar a limpeza adequada. Infecção persistente por tipos oncogênicos do HPV, inflamações crônicas, higiene inadequada e tabagismo estão entre os fatores associados ao desenvolvimento da doença.
Não há recomendação de rastreamento periódico para homens sem sintomas. A principal orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde ou um urologista assim que surgir qualquer alteração persistente. Quanto mais cedo a investigação for iniciada, maiores são as possibilidades de tratamento conservador e de preservação da qualidade de vida.