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O estudo, publicado na revista Scientific Reports, investigou o fator de crescimento de hepatócitos (HGF), proteína responsável por ativar as células satélite, consideradas as células-tronco do tecido muscular. Após lesões ou esforço físico, o HGF estimula essas células a iniciar o processo de reparo das fibras musculares. No entanto, com o avanço da idade, a proteína sofre alterações químicas que reduzem sua capacidade de desempenhar essa função.
Cientistas descobrem composto que protege músculos do envelhecimento
Foto: Milena Zanella/ Instagrm
Os resultados indicam que o composto foi capaz de proteger o HGF dessas alterações, preservando o mecanismo de regeneração muscular. Segundo os pesquisadores, a descoberta amplia o entendimento sobre os processos envolvidos na perda de força e massa muscular relacionada ao envelhecimento e poderá contribuir para o desenvolvimento de futuras estratégias voltadas à manutenção da saúde muscular.
Composto preserva proteína ligada à regeneração muscular em estudo experimental
Pesquisadores identificaram um composto capaz de proteger o fator de crescimento dos hepatócitos (HGF), proteína essencial para a regeneração muscular, contra alterações associadas ao envelhecimento. Segundo o coordenador do estudo, Ryuichi Tatsumi, o HGF não desaparece com o avanço da idade, mas pode sofrer modificações químicas que comprometem sua função.
Em busca de uma forma de evitar esse processo, a equipe testou dois compostos com ação antioxidante. Apenas o trissulfeto de ácido lipoico (LASSS) demonstrou capacidade de proteger a proteína e aumentar sua atividade. Nos experimentos, o composto preservou o HGF das alterações químicas relacionadas ao envelhecimento e ampliou sua capacidade de se ligar às células responsáveis pelo reparo muscular, tornando a proteína mais eficiente e resistente aos danos.
Os pesquisadores acreditam que o LASSS promove pequenas mudanças na estrutura do HGF, fortalecendo sua atuação no processo de regeneração dos músculos. Em testes com camundongos com atrofia muscular induzida, os animais tratados apresentaram menor dano à proteína em comparação aos que não receberam o composto, indicando que o efeito protetor também ocorre em organismos vivos.
Apesar dos resultados promissores, os autores ressaltam que a pesquisa foi realizada apenas em laboratório e em modelos animais. Novos estudos, incluindo testes em animais idosos e, posteriormente, em seres humanos, serão necessários para confirmar a eficácia e a segurança do composto. Caso os resultados sejam confirmados, o LASSS poderá ser investigado como uma alternativa para preservar a capacidade de regeneração muscular durante o envelhecimento e em condições associadas à perda de massa muscular, como longos períodos de imobilização.