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    Coronel Fabriciano realiza seminário de enfrentamento à Violência Contra a Mulher

    Também acontecerá a entrega de protocolo para atendimento às vítimas

    Por Plox

    25/08/2021 22h56 - Atualizado há cerca de 2 meses

    A Prefeitura de Coronel Fabriciano, por meio da Secretaria de Governança de Assistência Social, realiza nesta quinta-feira, 26/8, no auditório Maria Angélica, no Paço Municipal, o primeiro Seminário de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. Durante o evento, será entregue simbolicamente o protocolo de atendimento à mulher vítima de violência, elaborado pela rede de proteção do município.

     

    Pela primeira vez na cidade, os órgãos de Segurança Pública e da Assistência trabalharão unidos e poderão reunir dados confiáveis e estatísticas da violência doméstica, desde o registro da ocorrência até a solução – apuração do caso, autor, tipo de assistência à vítima e, ao final, o relato dos resultados obtidos.

     

    A construção do protocolo faz parte das ações que o município vem desenvolvendo para o enfrentamento à violência contra a mulher e tem o objetivo de fortalecer o trabalho de proteção, garantindo ações integradas entre os diversos serviços. O objetivo principal é garantir que a vítima seja atendida por profissionais capacitados e tenha segurança nos encaminhamentos e no monitoramento.

     

     

     

    Foto: Divulgação/ PMCF

     

    O Seminário terá a participação do prefeito municipal, Dr. Marcos Vinicius, Ministério Público e representantes das Secretarias de Governança da Saúde; Educacional e da Cultura, unidades básicas de saúde, Hospital Dr. José Maria Morais, Polícias Militar e Civil e o Conselho dos Direitos da Mulher.

     

    Todas as entidades ligadas à rede de proteção contribuíram de alguma forma com o protocolo e atuarão em conjunto para amenizar a dor das vítimas de violência e combater os crimes. O Judiciário, por meio da Vara da Infância e da Juventude, aprova o protocolo.

     

    A Secretária de Governança de Assistência Social, Letícia Godinho, diz que o protocolo pretende dar mais segurança e acolhimento às mulheres que passam por situações de violência e que precisam de atendimento seguro e efetivo no município.

     

    REDE INTEGRADA

    Integrante da rede de proteção, a Polícia Civil deu total apoio ao protocolo. Estudos apontam que quando a vítima de violência doméstica chega à Delegacia para denunciar um crime, pela sexta vez, ela está implorando por socorro. “Isso acontece porque é muito difícil para a vítima denunciar alguém que lhe é tão próximo, como o companheiro, o pai de seus filhos, que, normalmente, são os responsáveis pela agressão”, afirma Letícia Godinho.

     

    O município atuará por meio do CREAS (Centro de Referência Especializado em Assistência Social). O serviço irá acolher a vítima e o atendimento pós-violência vai dar o suporte visando a interrupção do ciclo de violência e empoderar a mulher para que ela possa reorganizar a vida.

     

    Para os gestores, a violência contra a mulher também tem origem cultural e algumas das formas de enfrentamento são a divulgação, o debate, a denúncia e a efetiva punição dos agressores. 

     

    Com o protocolo, espera-se mais celeridade na solução dos conflitos e, com a efetividade das investigações, desestimular casos de agressões quebrando o ciclo. O fluxograma também facilitará a ação das polícias, resultando em proteção.

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