Incêndio em Capanema (PA) mata casal e dois filhos; perícia apura origem do fogo
Corpos foram encontrados nos escombros após horas de buscas; perícia vai apurar a origem das chamas.
Depois de 20 anos sob a mesma gestão, o Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais (Unileste) iniciou um novo ciclo nesta segunda-feira (24). A solenidade reuniu integrantes da comunidade acadêmica e convidados para formalizar a mudança. Ao assumir, Antônio destacou que a administração deverá preservar os resultados e a trajetória construídos pelo Unileste, enquanto responde às transformações que atingem o ensino superior, o mercado de trabalho e as tecnologias.
Depois de 20 anos sob a mesma gestão, o Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais (Unileste) iniciou um novo ciclo nesta segunda-feira (24).
Foto: Stella Dutra / Plox Brasil.
Fundado em 1969, o Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais (Unileste) está sediado em Coronel Fabriciano e mantém atuação no ensino superior no Vale do Aço. A instituição oferece cursos de graduação e pós-graduação em diferentes áreas do conhecimento, além de desenvolver atividades de pesquisa, extensão e serviços voltados à comunidade. Ao longo de mais de cinco décadas, o Unileste participou da formação de profissionais da região e acompanhou as transformações do ensino superior e do mercado de trabalho.
A instituição realizou, no Teatro João Paulo II, no campus de Coronel Fabriciano, a cerimônia de transição da Reitoria, marcando o encerramento do mandato do professor Genésio Zeferino da Silva Filho e a posse do professor Antônio dos Santos Neto.
A instituição realizou, no Teatro João Paulo II, no campus de Coronel Fabriciano, a cerimônia de transição da Reitoria, marcando o encerramento do mandato do professor Genésio Zeferino da Silva Filho e a posse do professor Antônio dos Santos Neto.
Foto: Stella Dutra / Plox Brasil.
Ao avaliar sua passagem pela Reitoria, Genésio Zeferino disse que deixa a função com a percepção de ter cumprido a missão assumida. Ele apontou realizações nas áreas acadêmica, administrativa e financeira, além da atuação da universidade em serviços voltados à população do Vale do Aço.
Mesmo fora do comando institucional, o professor afirmou que continuará vivendo na região. Segundo ele, tornou-se cidadão do Vale do Aço e pretende permanecer em uma área que considera acolhedora.
Genésio Zeferino - Ex reitor do Unileste.
Entre os momentos mais complexos de seu período na Reitoria, Genésio citou a pandemia de Covid-19. A suspensão das atividades presenciais exigiu que universidades reorganizassem, em pouco tempo, suas rotinas de ensino e trabalho.
Genésio Zeferino - Ex reitor do Unileste.
No Unileste, a experiência anterior com recursos tecnológicos contribuiu para a transição ao formato remoto. De acordo com o ex-reitor, as atividades foram interrompidas por cerca de um dia e meio antes da reorganização. Para ele, o período reforçou a importância da atuação coletiva diante de cenários adversos.
Para Antônio dos Santos Neto, a nova etapa precisa combinar continuidade e renovação. O reitor considera prioritário manter os indicadores acadêmicos e a relevância alcançada pelo Unileste no Vale do Aço, em Minas Gerais e no cenário nacional.
Antônio dos Santos - Reitor do Unileste.
Ao mesmo tempo, ele identifica a inteligência artificial e as novas tecnologias como questões que devem ser incorporadas ao cotidiano da instituição. A adaptação às mudanças tecnológicas aparece entre os principais desafios da gestão que se inicia.
Antônio também defendeu que esse movimento ocorra sem afastar a universidade de sua identidade católica. Na avaliação dele, a transição não representa uma ruptura com o trabalho já desenvolvido, mas pode trazer uma forma diferente de conduzir a instituição.
Antônio dos Santos - Reitor do Unileste.
Ao explicar essa perspectiva, o novo reitor comparou a universidade a uma orquestra: os elementos fundamentais e a partitura estariam definidos, enquanto a mudança estaria na regência e na maneira de buscar harmonia no conjunto.
Outro desafio mencionado por Antônio é a velocidade com que as profissões vêm sendo transformadas. Tecnologias têm alterado atividades já consolidadas e criado novas carreiras, cenário que exige das universidades uma revisão permanente de suas formas de preparar os estudantes.
Segundo o reitor, o Unileste precisa se redescobrir nesse contexto. Embora mantenha cursos consolidados e uma produção de conhecimento já estabelecida, a instituição deverá acompanhar novas necessidades profissionais, econômicas e de desenvolvimento do país.
Entre as possibilidades citadas estão a criação ou busca por novos cursos, profissões e carreiras, além de mudanças na produção e no compartilhamento do conhecimento dentro da universidade. Antônio defende que a instituição amplie sua capacidade de oferecer condições para que os alunos também construam conhecimento, em vez de limitar o processo à transmissão tradicional de conteúdos.
Com a posse, o Unileste encerra 20 anos sob a mesma gestão e abre um novo ciclo, marcado pela necessidade de conciliar sua história institucional com as mudanças que já impactam o ensino superior e o mundo do trabalho.