Aliados de Lula defendem ampliar políticas para MEIs em eventual quarto mandato

Ideia chamada informalmente de “Bolsa Família 2.0” não é programa anunciado nem proposta formal do governo.

25/08/2026 às 07:57 por Redação Plox


Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendem que um eventual quarto mandato do petista amplie as políticas destinadas a microempreendedores individuais (MEIs), pequenos empresários e trabalhadores informais. A ideia vem sendo chamada informalmente de “Bolsa Família 2.0”, mas não há, até o momento, anúncio de um novo programa federal com esse nome. A informação foi publicada nesta terça-feira (25) pela coluna PlatôBR, reproduzida pelo Estado de Minas.

O ‘Bolsa Família 2.0’ que aliados de Lula defendem

O ‘Bolsa Família 2.0’ que aliados de Lula defendem

Foto: crédito: © Roberta Aline / MDS

Segundo a publicação, integrantes do entorno político de Lula avaliam que o governo deveria avançar em medidas para reduzir o endividamento desse público, estimular novos mercados e melhorar o ambiente de negócios com maior uso de tecnologia. A coluna também relaciona parte das dificuldades financeiras ao crescimento das apostas esportivas online, as chamadas bets, sem detalhar dados ou apresentar o formato que teria a eventual política.

Governo já adota medidas para informais e pequenos negócios

A discussão ocorre em meio a iniciativas que já estão em execução. Em agosto, o Ministério da Fazenda colocou em funcionamento uma modalidade de renegociação voltada a trabalhadores informais que mantêm suas dívidas em dia. O mecanismo permite contratar uma nova operação de crédito para quitar integralmente a dívida anterior, com Banco do Brasil e Caixa entre as instituições participantes.

Para os pequenos negócios, o governo anunciou em julho uma agenda direcionada aos mais de 17 milhões de MEIs existentes no país. Entre as ações divulgadas estão possibilidades de negociação de débitos, acesso a crédito e ampliação da participação dos pequenos empreendedores nas compras públicas.

O impacto das bets sobre pessoas endividadas também entrou na agenda federal. O Ministério da Fazenda informou neste mês que beneficiários de programas sociais e de renegociação de dívidas passaram a ter restrições para abrir ou manter contas em plataformas de apostas legalizadas. Em 13 de agosto, a pasta estimava que cerca de 800 mil pessoas que renegociaram dívidas já estavam impedidas de apostar.

Apesar do apelido “Bolsa Família 2.0”, a publicação não informa valores, critérios de acesso, fonte de recursos ou eventual modelo de benefício. Também não aponta a existência de proposta formal encaminhada pelo governo. Por enquanto, a expressão descreve uma ideia defendida por aliados para reunir ou ampliar políticas destinadas a empreendedores e trabalhadores informais em uma eventual nova gestão de Lula.

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