Análise de celular leva à prisão de PM investigado pela morte do advogado Rodrigo Crespo no Rio

Renato Franco Lopes foi preso durante a apuração sobre o homicídio de Rodrigo Marinho Crespo, morto a tiros em fevereiro de 2024 no Centro do Rio.

25/08/2026 às 05:49 por Redação Plox

O policial militar Renato Franco Lopes, conhecido como Pitbull ou Fantasma, foi preso na segunda-feira (24) durante investigação sobre o assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, ocorrido em fevereiro de 2024, no Centro do Rio. A prisão foi divulgada pelo g1, que informou que a apuração da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e do Ministério Público identificou registros de conexão do celular do PM na região do crime. ([]())

Renato Franco Lopes foi detido nesta segunda-feira (24)

Renato Franco Lopes foi detido nesta segunda-feira (24)

Foto: Reprodução


Segundo a reportagem, o aparelho atribuído a Renato teria chegado à Avenida Marechal Câmara às 13h50 de 26 de fevereiro de 2024 e permanecido conectado a antenas próximas até o horário estimado do homicídio, por volta das 17h15. Mais tarde, o telefone voltou a registrar conexão em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, quando o veículo usado na ação já teria deixado a região central da capital. ([]())

Crime ocorreu em frente ao local de trabalho da vítima

Rodrigo Marinho Crespo foi morto a tiros na Avenida Marechal Câmara, onde trabalhava, em uma área próxima à sede da OAB-RJ, do Ministério Público e da Defensoria Pública. A DHC assumiu a investigação logo após o crime, registrado em 26 de fevereiro de 2024.

Registro da reportagem: Rafael Ferreira Silva, o Cachoeira, foragido pela morte do advogado Crespo

Registro da reportagem: Rafael Ferreira Silva, o Cachoeira, foragido pela morte do advogado Crespo

Foto: Reprodução


A investigação também aponta Rafael Ferreira da Silva, conhecido como Cachoeira, como suspeito de dirigir o Gol branco empregado na fuga. Ainda segundo o g1, o carro teria sido levado para Xerém e incendiado na localidade de Rio de Areia, em Duque de Caxias. Cachoeira é considerado foragido. ([]())

De acordo com os investigadores, a análise de sinais telefônicos também indicou que o celular de Renato esteve nas proximidades de um sítio atribuído a Cachoeira, imóvel que já havia sido alvo de buscas em fases anteriores do inquérito. A polícia sustenta que o PM teria exercido função de apoio logístico e financeiro em um grupo criminoso investigado por homicídios na Baixada Fluminense. ([]())

Registro da reportagem: Renato Franco Lopes, conhecido como Pitbull ou fantasma

Registro da reportagem: Renato Franco Lopes, conhecido como Pitbull ou fantasma

Foto: Reprodução


Foragido é citado em apuração sobre atentado contra Vinícius Drumond

Cachoeira também é investigado por possível participação na tentativa de homicídio contra Vinícius Drumond, em julho de 2025, na Barra da Tijuca. Na ocasião, o carro blindado conduzido por Drumond foi atingido por disparos de fuzil na Avenida das Américas; a Polícia Civil informou à época que o ataque envolveu veículos adaptados para tiros e que suspeitos ligados ao caso também eram investigados pela morte de Crespo.

O caso da morte do advogado continua sob investigação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro. Em nota reproduzida pelo g1, a defesa de Adilson Oliveira Coutinho Filho, citado na apuração policial como Adilsinho, negou envolvimento nos crimes e afirmou que a acusação não apresentaria provas concretas contra ele. ([]())

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