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    Quando a fadiga pode ser sintoma de covid-19? Entenda

    O pneumologista Elie Fiss, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, afirma que há dificuldade em identificar essa sensação e explica como tratá-la

    Por Plox

    25/10/2020 14h33 - Atualizado há mais de 1 ano

    Qual a diferença entre cansaço, esgotamento e fadiga? O pneumologista Elie Fiss, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, explica que é muito difícil diferenciar porque, como são sensações, dependem muito de como cada paciente expressa o que sente. "A diferenciação vai muito do relato do paciente, então tem muitas variáveis envolvidas para relatar o mesmo sintoma", afirma. "Por exemplo, às vezes, eu pergunto se a pessoa está com falta de ar, ela diz que não, que está com fadiga. Além disso, a fadiga pode vir relacionada com dor muscular", acrescenta. De acordo com ele, por causa dessa subjetividade, também não é possível fazer a distinção com base na duração de cada uma dessas sensações

    Qual a diferença entre cansaço, esgotamento e fadiga? O pneumologista Elie Fiss, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, explica que é muito difícil diferenciar porque, como são sensações, dependem muito de como cada paciente expressa o que sente. 'A diferenciação vai muito do relato do paciente, então tem muitas variáveis envolvidas para relatar o mesmo sintoma', afirma. 'Por exemplo, às vezes, eu pergunto se a pessoa está com falta de ar, ela diz que não, que está com fadiga. Além disso, a fadiga pode vir relacionada com dor muscular', acrescenta. De acordo com ele, por causa dessa subjetividade, também não é possível fazer a distinção com base na duração de cada uma dessas sensações



     

    Foto: Freepik

     

    Por que a covid-19 causa fadiga? Qual o processo biológico? Há diferentes processos: um deles é a baixa oxigenação do sangue. "Se você diminui a quantidade de oxigênio, não há combustível para queimar, e sente fadiga", explica o médico; outro é o acometimento muscular. "Pode inflamar o músculo por causa da resposta imune exacerbada [ao coronavírus]", observa; outro processo é o comprometimento cardiológico. A covid-19 pode afetar diversos órgãos, inclusive o coração, mas esses casos são menos frequentes, segundo Fiss

     

    Quando a fadiga pode ser sintoma de covid-19? Sempre, de acordo com Fiss. "Nós estamos na época de pandemia, portanto, se alguém começa a ter uma fadiga do nada, a gente tem que cogitar se é covid-19. E se tiver algum sintoma gripal, como tosse, coriza, dor de garganta e febre a chance é maior ainda", destaca

     

    É verdade que mesmo depois de curado da covid-19 a fadiga pode persistir? Por que e por quanto tempo? Sim, é verdade. Mas não se sabe qual a razão dessa persistência e qual o perfil dos pacientes acometidos. "Ainda existem poucos estudos de acompanhamento pós-covid investigando quais sintomas duram e por quanto tempo", afirma o pneumologista. "Tem pacientes que relatam fadiga por meses. Entre os casos moderados [de covid-19] são entre 10% e 20%, mas daqui um tempo haverá números mais precisos", completa. Ele coordena uma pesquisa exatamente sobre esse tema na Faculdade de Medicina do ABC

     

    Como tratar a fadiga da covid-19? Não existe um tratamento específico. Caso o motivo da fadiga seja a inflamação muscular, pode-se recomendar o uso de corticoides. Fiss afirma que se o paciente já está recuperado da covid-19, não há motivo para fazer repouso. No geral, o ideal é evitar atividades físicas e que exijam muito esforço
     

     

    Fonte: https://noticias.r7.com/saude/fotos/quando-a-fadiga-pode-ser-sintoma-de-covid-19-entenda-25102020#!/foto/1
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