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    Especialista alerta sobre temporada de otite; veja dicas

    Dicas simples para prevenir a dor insuportável no ouvido neste verão

    Por Plox

    25/11/2020 20h46 - Atualizado há mais de 1 ano

    Como se não bastasse o COVID-19 este ano, especialistas alertam sobre a chegada de doenças junto à nova estação, entre elas, conjuntivite, Chikungunya e Zika, dermatoses diversas, isolação e Otite (infecção do ouvido).


    Otite é o nome daquela dor incômoda no ouvido, devido o excesso de umidade (muitas vezes causada pelos mergulhos de piscina, mar, cachoeira), que pode trazer consequências ruins se não for tratada adequadamente, e claro, não só para crianças. Os adultos também estão na lista dos afetados. 


    Dr. Alexandre Colombini, otorrinolaringologista, explica que todos os anos, as consultas triplicam a partir de dezembro em seu consultório. De acordo com o médico, elas também aumentam nos hospitais que atende. Segundo ele, a causa do crescimento dos atendimentos são as queixas de sintomas como entupimento, dores constantes, sensação de água no ouvido e surdez temporária. 


    A otite externa ou de verão, é uma doença causada por bactérias e fungos que geram inflamação ou obstrução, está diretamente atrelada ao canal responsável por ligar nossa orelha ao tímpano. É uma infecção no canal auditivo externo que pode comprometer a porção mais externa da membrana do tímpano até o pavilhão auricular, comumente chamado de orelha.

    “Chamamos de ouvido de nadador, pois os sintomas são comuns no verão, onde as pessoas praticam mais atividades aquáticas. Trata-se de uma inflamação grave devido ao excesso de umidade e também de traumas causados nos ouvidos pelo uso recorrente e errado, por exemplo, de cotonetes. A água, em contato com a cera, gera uma hidratação extra no ouvido, por isso, dá essa sensação de estar cheio de líquido. Quando a pessoa tenta retirar a água, acaba retirando a cera também (proteção do canal auditivo), consequentemente deixar a região exposta para promoção de germes e bactérias”, explica Colombini.


    O otorrinolaringologista separou dicas para previnir a doença:


    Praia e piscina: procure se proteger durante os mergulhos. Use protetores de silicone nas orelhas se possível, principalmente as pessoas que já tiveram otite. 


    Alerta: não utilize hastes flexíveis (cotonetes) e nem objetos pontiagudos em suas orelhas. Esses objetos retiram grande quantidade a cera do ouvido (que é a proteção). Além disso, não use medicamento ou receitas caseiras, como óleo quente na região. Esses procedimentos prejudicam muito a integridade desse importante órgão, que é o ouvido.


    Higiene Correta: ao sair do banho, enxugue o ouvido com a ponta de uma toalha. Isso evita o excesso de umidade.   

    “Infelizmente, o brasileiro, muitas vezes, só vai ao médico quando está em estado grave. O ideal é procurar ajuda médica  já nos principais sintomas, pois é a melhor maneira de evitar complicações mais sérias”, finaliza o especialista.

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