Herança de R$ 5 milhões de tio de Suzane von Richthofen vira disputa judicial
Morte do médico aposentado Miguel Abdalla Netto, sem filhos ou cônjuge, abre disputa de R$ 5 milhões entre parentes colaterais, com prima pedindo reconhecimento de união estável e Suzane podendo se tornar uma das principais beneficiárias
26/01/2026 às 14:08por Redação Plox
26/01/2026 às 14:08
— por Redação Plox
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A morte do médico aposentado Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, abriu uma disputa judicial em torno de um patrimônio estimado em R$ 5 milhões. Um levantamento realizado em todos os cartórios do estado de São Paulo confirmou que ele não deixou testamento, o que, pelas regras de sucessão, coloca sua sobrinha, Suzane von Richthofen, entre os principais herdeiros.
Miguel Abdalla e Suzane von Richthofen
Foto: Reprodução: Imagens da Internet
De acordo com informações do jornalista Ullisses Campbell, do jornal O Globo, o espólio do médico é composto por aplicações financeiras, um sítio no litoral paulista e dois imóveis de alto valor.
Disputa entre parentes e questionamento sobre união estável
Sem descendentes diretos, ascendentes ou cônjuge, a sucessão de Miguel se volta para os parentes colaterais. Nesse cenário, Suzane enfrenta a resistência de Silvia Magnani, prima do médico, que busca na Justiça o reconhecimento de uma união estável de 14 anos para garantir participação na partilha dos bens.
Silvia, responsável pelo sepultamento de Miguel, sustenta que o médico mantinha forte rejeição à sobrinha desde o crime que resultou na morte dos pais de Suzane, em 2002. Enquanto isso, a residência em que o médico vivia permanece com acesso bloqueado por determinação de vizinhos, à espera de uma decisão judicial que defina quem terá o direito legal sobre o imóvel.
Paradoxo jurídico e herança disputada por Suzane
A atual disputa sucessória envolve um ponto considerado paradoxal: foi o próprio Miguel quem atuou na Justiça, anos atrás, para que Suzane fosse declarada indigna de receber a herança dos pais. Agora, com a morte do médico, a mesma sobrinha pode vir a ser uma das principais beneficiárias de seu patrimônio, estimado em R$ 5 milhões.
Suzane já constituiu defesa para pleitear os bens, alegando direitos sucessórios tanto para si quanto para seu filho. Ela busca ser reconhecida como herdeira, amparada pelas regras de sucessão aplicáveis na ausência de descendentes, ascendentes e cônjuge.
Isolamento de Andreas e impasse no inventário
Enquanto Suzane se movimenta judicialmente, o outro herdeiro direto, Andreas von Richthofen, permanece isolado. Ele vive em uma propriedade no interior de São Paulo e não foi localizado nem mesmo por sua representante legal para tratar da abertura do inventário de Miguel.
O cenário, por ora, é de incerteza: a Justiça ainda terá de decidir se reconhecerá ou não a união estável alegada por Silvia e de que forma a declaração de indignidade de Suzane no caso da herança dos pais poderá influenciar a disputa atual pelo patrimônio do tio.