Mulher é presa suspeita de executar o marido em Campina Verde, no Triângulo Mineiro
Polícia Civil conclui que disparo não foi acidental, aponta execução premeditada e alteração da cena do crime; suspeita seguirá a julgamento pelo Tribunal do Júri
26/01/2026 às 09:49por Redação Plox
26/01/2026 às 09:49
— por Redação Plox
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Uma mulher foi presa pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) suspeita de assassinar o próprio marido, crime ocorrido em julho de 2025. A detenção aconteceu apenas no último dia 23, após a conclusão das investigações. Inicialmente, ela alegou que o disparo teria sido acidental, ao pegar o filho recém-nascido no colo enquanto segurava a arma, mas as apurações apontaram que o crime foi premeditado.
A mulher será levada a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Foto: PM/PC/Divulgação
O mandado de prisão preventiva foi cumprido na sexta-feira (23/1), no município de Campina Verde, no Triângulo Mineiro. De acordo com a Polícia Civil, o homicídio teria sido motivado por desavenças no relacionamento do casal.
Versão inicial e alegação de disparo acidental
Na primeira versão apresentada à polícia, a suspeita afirmou que o marido, de 29 anos, teria pedido que ela segurasse um rifle. Em seguida, ao pegar o bebê com a outra mão, o disparo teria ocorrido de forma acidental, atingindo a cabeça da vítima.
Na ocasião, a arma foi apreendida e a mulher acabou liberada após o pagamento de fiança.
Perícia desmonta tese de acidente
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil concluiu que o homem não teve qualquer chance de defesa e que a mulher ainda alterou a cena do crime depois do homicídio. A perícia constatou que a vítima estava sentada, sem possibilidade de reação, quando foi baleada.
O projétil entrou pelo maxilar e atravessou a cabeça da vítima, o que reforçou a tese de execução e afastou a hipótese de disparo acidental.
Inquérito concluído e julgamento pelo Júri
Em nota, a Polícia Civil informou que o inquérito foi concluído e que a mulher será levada a julgamento pelo Tribunal do Júri. A suspeita permanece sob prisão preventiva enquanto o processo segue para análise da Justiça.