Prefeitura de Congonhas confirma novo vazamento de lama da Vale em menos de 24 horas

Poço de drenagem da mina Viga lança água com rejeitos no rio Maranhão; impacto é ambiental e ainda está em avaliação por órgãos municipais

26/01/2026 às 12:23 por Redação Plox

A Prefeitura de Congonhas confirmou, nesta segunda-feira (26/1), um segundo vazamento de lama em estrutura da Vale em menos de 24 horas.

Foto: Reprodução


Dessa vez, o extravasamento ocorreu em um poço de drenagem da mina Viga, também em Congonhas, na região Central de Minas. Segundo a Defesa Civil Municipal, a água com rejeitos já alcançou o rio Maranhão, principal curso d’água da cidade, que deságua no rio Paraopeba.

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Poço de drenagem extravasa e leva rejeitos ao rio Maranhão

O novo vazamento foi registrado por volta das 18h de domingo (25/1). Um poço de drenagem — estrutura onde água e lama se acumulam antes de serem bombeadas — extravasou, arrastando material pelos cursos d’água à jusante.

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Até o momento, conforme informações preliminares, não há registro de vias bloqueadas nem de comunidades diretamente atingidas. O impacto é principalmente ambiental e ainda será dimensionado pelos órgãos de fiscalização e controle.

Foto: Foto: Prefeitura de Congonhas / Divulgação


A prefeitura informou que a Defesa Civil permanece em campo para monitorar a situação, enquanto a Secretaria Municipal de Meio Ambiente acompanha a avaliação dos danos e as medidas a serem adotadas.

Primeiro vazamento: 220 mil m³ na mina de Fábrica

Na madrugada de domingo (25/1), cerca de 220 mil m³ de água com sedimentos vazaram de uma cava da mina de Fábrica, da Vale, situada entre Congonhas e Ouro Preto. De acordo com a prefeitura, a lama chegou ao córrego Goiabeiras, que abastece o rio Maranhão, deixando a água mais turva.

Vale diz que não houve impacto em comunidades

Em nota, a Vale informou que o fluxo de água e sedimentos atingiu áreas de uma empresa vizinha, a CSN Mineração, mas que pessoas e comunidades não foram afetadas. A mineradora comunicou que as causas do extravasamento ainda estão sendo apuradas e que as barragens da região seguem sem alterações em suas condições de estabilidade e segurança, com monitoramento contínuo.

CSN relata alagamento em unidade em Ouro Preto

Também por nota, a CSN Mineração afirmou que o incidente na mina da Vale causou alagamento em áreas da unidade Pires, em Ouro Preto. Foram atingidos o almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas, área de embarque, entre outros pontos operacionais, mas a empresa informou que nenhuma barragem ou dique foi afetado.

A CSN destacou que todas as estruturas de contenção de sedimentos operam normalmente e que acompanha a situação em tempo integral, com as autoridades já comunicadas. A mineradora negou ter sido necessária a evacuação de trabalhadores em razão da inundação.

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