STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Em 2023, Minas Gerais se destacou negativamente pelo elevado número de casos de trabalho infantil, posicionando-se como o segundo estado brasileiro com maior incidência, logo após o Mato Grosso do Sul. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 326 menores foram retirados de atividades laborais, mas estudos indicam que até 280 mil crianças e adolescentes mineiros podem ainda estar trabalhando.

O problema se manifesta vividamente nas ruas de cidades como Contagem, onde jovens como Pedro, de 15 anos, e João, de 12 anos, compartilham suas histórias de trabalho nas vias públicas para contribuir com o sustento familiar. Essas narrativas evidenciam não apenas a perda da infância, mas também a exposição precoce a riscos e a uma vida adulta repleta de desafios. O trabalho infantil, além de comprometer a saúde física e emocional desses jovens, os coloca em situações vulneráveis, incluindo o risco de envolvimento com drogas e criminalidade.

Elvira Cosendey, coordenadora do Fórum de Erradicação e Combate ao Trabalho Infantil, destaca o impacto devastador dessa realidade na inocência e desenvolvimento saudável das crianças. A exploração do trabalho infantil é comparada pelo MTE ao trabalho análogo à escravidão, evidenciando a severidade e a urgência de combate a essa prática.
Apesar dos desafios, esforços conjuntos entre o governo estadual, a Prefeitura de Belo Horizonte e a sociedade são fundamentais para erradicar o trabalho infantil. Iniciativas como o Protocolo de Operacionalização do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e campanhas de conscientização são passos importantes nessa direção.