Cidades castigadas pela chuva recebem R$ 1,4 milhão para mantimentos e abrigos emergenciais

Cofinanciamento federal anunciado pelo MDS destina R$ 1,43 milhão a municípios de MG, RJ e SP para acolhimento, assistência social e compra de itens como alimentos, água e colchões.

26/02/2026 às 22:34 por Redação Plox

Municípios de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo atingidos pelas fortes chuvas dos últimos dias receberam um repasse federal de R$ 1,43 milhão para ações emergenciais de abrigamento e assistência social. O recurso permite a compra de alimentos, água e materiais de higiene, além de apoiar a estruturação de espaços para receber desabrigados.

Recursos do governo federal são destinados a municípios de MG, RJ e SP

Recursos do governo federal são destinados a municípios de MG, RJ e SP

Foto: Agência Brasil


Cidades castigadas pela chuva recebem R$ 1,4 milhão para mantimentos

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) anunciou, em 26 de fevereiro de 2026, o cofinanciamento de R$ 1,43 milhão para cidades do Sudeste castigadas pelas chuvas. Foram contemplados os municípios de Juiz de Fora e Ubá (MG), Lajes do Muriaé e Nova Iguaçu (RJ) e Peruíbe (SP), com foco em ações imediatas de acolhimento e apoio às famílias atingidas.

De acordo com o detalhamento divulgado, Juiz de Fora recebeu o maior volume de recursos, R$ 550 mil, destinados à manutenção de abrigos. Em seguida vêm Ubá, com R$ 220 mil; Nova Iguaçu, com R$ 243 mil; e Lajes do Muriaé, com R$ 20 mil. No caso de Peruíbe, o governo autorizou o uso de R$ 200 mil de saldo de um piso de alta complexidade para atender a população afetada.

Como o dinheiro poderá ser usado

Segundo o MDS, os recursos podem ser aplicados na estruturação de espaços de acolhimento e na compra de alimentos, água, colchões, roupas e produtos de higiene. Também estão previstas despesas com equipes de atendimento e apoio logístico, como aluguel de veículos e imóveis para abrigamento provisório.

O ministério informou ainda que técnicos e equipes da Força de Proteção do SUAS (ForSUAS) atuam nos municípios para orientar a aplicação dos recursos e avaliar necessidades locais.

Cestas de alimentos e mantimentos para cozinhas solidárias

Além do repasse financeiro, o MDS comunicou o envio de mais de 8.800 cestas de alimentos para Juiz de Fora, Peruíbe e Nova Iguaçu. O plano inclui ainda o encaminhamento de 22 toneladas de alimentos para cozinhas solidárias em Juiz de Fora, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), como forma de reforçar a oferta de refeições às famílias em situação de maior vulnerabilidade.

O ministério também mencionou medidas relacionadas a benefícios sociais, como pedido ao INSS para antecipação de parcela do Benefício de Prestação Continuada (BPC) em municípios mineiros e a unificação temporária do calendário do Bolsa Família em cidades com decreto de calamidade, a fim de acelerar o acesso ao dinheiro pelas famílias atingidas.

Efeitos para prefeituras, famílias e economia local

Para as prefeituras, o repasse funciona como um reforço imediato de caixa, ajudando a cobrir despesas emergenciais com abrigos, itens básicos e equipes de atendimento, em um momento de forte pressão sobre os orçamentos municipais.

Na ponta, para as famílias, a expectativa é de melhoria na estrutura dos abrigos — com mais colchões, higiene e alimentação —, além de reforço na oferta de comida por meio de cestas de alimentos e cozinhas solidárias. A possibilidade de antecipação ou unificação de pagamentos de benefícios pode aliviar, ao menos parcialmente, as perdas de renda provocadas pelo desastre.

Do ponto de vista da economia local, as ações emergenciais tendem a contribuir para a retomada mínima de serviços e para a redução de impactos sociais imediatos. A reconstrução de áreas danificadas, porém, costuma depender de novas etapas de financiamento e de obras de maior porte, que ainda exigem avaliações técnicas e planos de trabalho específicos em cada município.

Próximos passos e acompanhamento

Nesta fase, os municípios precisam executar o cofinanciamento em despesas consideradas elegíveis, como abrigamento e assistência imediata, seguindo as regras do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e mantendo a prestação de contas dos gastos.

A chegada e a distribuição das cestas de alimentos e das 22 toneladas destinadas às cozinhas solidárias devem ser acompanhadas pelas prefeituras e pelas redes locais de assistência. O MDS orienta que gestores municipais formalizem novos pedidos de apoio caso as demandas aumentem, enquanto outras áreas do governo federal — como defesa civil, saúde e infraestrutura — podem anunciar medidas adicionais conforme o cenário evoluir.

Informações sobre o número total de desabrigados, danos materiais e situação detalhada de bairros e cidades ainda estão em atualização pelas defesas civis e pelas prefeituras, em um processo de apuração contínua dos órgãos locais.

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