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A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta quinta-feira (26/02/2026) terminou em confusão generalizada entre parlamentares, com briga, intervenção da Polícia Legislativa e interrupção da transmissão ao vivo após a aprovação de um pacote de requerimentos que inclui a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Confusão em Brasília
Ao longo da manhã e do início da tarde, a CPMI colocou em pauta 87 requerimentos. A dinâmica da votação foi o estopim do conflito: enquanto parlamentares governistas defendiam a análise do conjunto em bloco, a oposição pressionava para que cada item fosse apreciado separadamente.
Ao final do impasse, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), conduziu uma votação simbólica que aprovou o pacote de requerimentos, movimento interpretado como vitória da oposição. Entre os pedidos estão quebras de sigilos bancário e fiscal e solicitações de diligências ligadas à investigação sobre fraudes e irregularidades no INSS.
Após o resultado, o ambiente na mesa diretora se deteriorou rapidamente, com empurra-empurra e discussões acaloradas. A Polícia Legislativa foi chamada para conter a aproximação de parlamentares, e a TV Senado cortou a transmissão do plenário. Também foi registrada confusão envolvendo os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Evair Vieira de Melo (PP-ES).
A CPI do INSS e a briga entre parlamentares expuseram a disputa sobre o alcance das investigações e sobre quem deve ser alvo prioritário das medidas mais duras, como a quebra de sigilos. Além de Lulinha, reportagens apontam que os requerimentos atingem outros nomes e pedidos de diligências relacionados às suspeitas de fraudes, descontos indevidos e irregularidades que afetam beneficiários do instituto.
O embate entre base governista e oposição sobre a condução da CPMI e a forma de votação dos requerimentos tende a se repetir nas próximas reuniões, com potencial para novas paralisações, contestações regimentais e tentativas de reverter decisões já tomadas.
Na véspera, a Agência Senado havia informado que a reunião desta quinta-feira, marcada para as 9h, teria justamente a votação de uma lista com 87 requerimentos. Entre eles, pedidos de quebra de sigilos bancários e fiscais — incluindo o de Lulinha — além de convocações e depoimentos no âmbito da CPMI.
Na cobertura jornalística do dia da sessão, foi registrado que parlamentares governistas reclamaram de uma suposta “blindagem” da pauta e cobraram a análise de requerimentos de interesse do grupo aliado ao governo. Já a oposição defendia a votação dos pedidos em separado e a necessidade de avançar com medidas de investigação, especialmente as que envolvem acesso a dados sigilosos.
Para aposentados e pensionistas, a CPMI tende a ampliar a pressão por respostas sobre suspeitas de fraudes e descontos indevidos em benefícios do INSS, tema que motivou a criação da comissão e que impacta diretamente o dia a dia dos segurados.
Para o governo federal e o Congresso, a aprovação das quebras de sigilo e das convocações eleva o custo político do caso e intensifica o conflito entre a base governista e a oposição, com risco de judicialização das decisões da CPMI e de novas interrupções de sessões marcadas por brigas e tumultos.
Em Minas Gerais, o episódio ganha peso adicional por envolver o presidente da comissão, Carlos Viana, e um dos deputados citados na confusão, Rogério Correia, ambos do estado, o que pode gerar reflexos na disputa política local.
Com a aprovação do pacote de 87 requerimentos, a CPMI deve encaminhar os pedidos para execução, o que inclui solicitações formais de informações, procedimentos para acesso a dados, quando cabível, e organização de diligências.
A base governista sinaliza tentativa de contestar ou rever parte das decisões, o que pode abrir nova frente de embates regimentais e pedidos de esclarecimento à presidência da comissão. A CPMI seguirá com o cronograma de oitivas e diligências, e a própria Agência Senado já havia indicado que, após a votação, estavam previstos depoimentos na mesma reunião em que a CPI do INSS virou palco de briga e teve a sessão interrompida.