Governo aumenta Imposto de Importação de mais de mil produtos; veja lista
Resolução Gecex nº 852/2026 reajusta a TEC para 1.252 códigos NCM, com aplicação escalonada entre fevereiro e março e alíquotas que podem chegar a 25% em alguns itens
O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (26) em alta. Por volta das 9h05, a moeda americana subia 0,12%, negociada a R$ 5,1307. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, só passa a ser negociado a partir das 10h.

Dólar, moeda norte-americana
Foto: Free Pik
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump deve tomar uma decisão sobre um possível ataque militar ao Irã após o resultado de uma reunião com representantes do país persa marcada para esta quinta-feira. A possibilidade de ação militar mantém os mercados em alerta com o noticiário geopolítico.
Mesmo em meio às incertezas, o petróleo recua nesta manhã. O Brent caía 1,31%, a US$ 69,91 por barril, enquanto o WTI recuava 1,59%, a US$ 64,37.
Também na agenda americana, o Departamento de Trabalho divulga às 10h30 (horário de Brasília) os pedidos iniciais de seguro-desemprego da semana até 21 de fevereiro. Na leitura anterior, foram registrados 206 mil pedidos, e a expectativa agora é de 215 mil.
No Brasil, em um dia esvaziado de indicadores econômicos relevantes, os investidores acompanham principalmente o cenário internacional. No plano doméstico, repercute a pesquisa da AtlasIntel, que apontou o presidente Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em um eventual segundo turno.
Parte do mercado lê o resultado como possível sinal de mudança no comando do país em 2026. Para alguns analistas, uma eventual troca de governo poderia abrir espaço para medidas mais rígidas de controle das contas públicas.
Dólar
Acumulado da semana: -0,99%
Acumulado do mês: -2,34%
Acumulado do ano: -6,63%
Ibovespa
Acumulado da semana: +0,32%
Acumulado do mês: +5,39%
Acumulado do ano: +18,63%
Agentes do mercado financeiro já trabalham com a hipótese de um ataque dos Estados Unidos ao Irã. Segundo a mídia internacional, Donald Trump deve decidir sobre a ação com base no resultado de uma reunião em Genebra, na Suíça, nesta quinta-feira.
Será a terceira rodada de encontros em menos de um mês para tentar fechar um acordo que restrinja ou encerre o programa nuclear iraniano.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou ver chances de um desfecho positivo, e o ministro de Relações Exteriores, Abbas Araqchi, disse que um acordo é possível se a diplomacia for priorizada.
Do lado americano, o secretário de Estado Marco Rubio declarou que espera uma reunião produtiva, mas alertou que o governo iraniano enfrentará “um grande problema” se resistir a discutir limites para seus mísseis.
Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que o aumento das tensões entre os dois países tende a fortalecer o dólar, pressionar os preços do petróleo para cima e provocar perdas nas bolsas de valores.
Em momentos de instabilidade geopolítica, investidores migram para ativos considerados mais seguros, como o dólar, e reduzem exposição a aplicações de maior risco, como ações.
O dólar está entre as moedas mais negociadas do mundo e tem alta liquidez. Em períodos de tensão, muitos investidores deixam ativos arriscados e correm para a moeda americana.
Outro fator de sustentação para o dólar é a possibilidade de bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo.
Um ataque ou bloqueio na região poderia comprometer o funcionamento do mercado. O Irã é um dos maiores produtores globais e integrante da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o que adiciona impacto potencial aos preços.
Apesar disso, os especialistas consultados indicam que o mercado não projeta, neste momento, uma guerra prolongada ou de grande escala entre os dois países. O excesso de oferta de petróleo e as restrições às exportações iranianas tendem a limitar altas mais fortes das cotações no curto prazo.
Com a menor disposição dos investidores em assumir risco durante crises geopolíticas, bolsas de valores ao redor do mundo também podem registrar quedas.
A depender da duração de um eventual conflito, podem surgir oscilações mais intensas e revisões nas projeções de lucros de setores como petróleo e gás.
Em Wall Street, os principais índices fecharam em alta, enquanto os investidores continuam avaliando os riscos ligados às grandes empresas de tecnologia e aos investimentos bilionários em inteligência artificial.
A expectativa em torno dos resultados da Nvidia — vistos como um termômetro para o setor — e as incertezas sobre novas tarifas comerciais seguem no centro das atenções.
O Dow Jones avançou 0,63%, aos 49.482,27 pontos. O S&P 500 subiu 0,81%, a 6.946,14 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,26%, alcançando 23.152,08 pontos.
Na Europa, o humor também foi positivo, impulsionado pela recuperação das ações de tecnologia em diversas praças globais.
Esse movimento ajudou a melhorar o apetite por risco, deixando em segundo plano, ao menos por ora, as preocupações com possíveis tarifas dos Estados Unidos.
O índice STOXX 600 avançou 0,7%, para 633,47 pontos. No Reino Unido, o FTSE 100 subiu 1,18%, aos 10.806,41 pontos.
Na França, o CAC 40 ganhou 0,47%, aos 8.559,07 pontos, enquanto o DAX, da Alemanha, avançou 0,76%, a 25.175,94 pontos.
Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, com destaque para China e Hong Kong.
O interesse por empresas ligadas a metais e minerais raros aumentou após notícias de que o governo Trump pretende usar um sistema de inteligência artificial do Pentágono para definir preços de referência desses insumos estratégicos.
O índice CSI300, da China, subiu 1,2%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,8%.
No Japão, o Nikkei disparou 2,2%, chegando a 58.583 pontos. Na Coreia do Sul, o KOSPI teve alta de 1,91%, aos 6.083 pontos, e em Taiwan o TAIEX avançou 2,05%, para 35.413 pontos.