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A jovem acusada de abandonar um amigo durante uma trilha no Pico do Paraná, no Réveillon de 2025 para 2026, afirma estar sofrendo perseguição e hostilidade desde que o caso ganhou grande repercussão. O desaparecimento do rapaz mobilizou equipes de resgate e voluntários, e levou o Ministério Público do Paraná (MP-PR) a apontar indícios de omissão de socorro e encaminhar uma proposta de medida alternativa ao Juizado Criminal.
Jovem acusada de abandonar amigo em trilha revela perseguição: 'sou tão poderosa' (
Foto: Reprodução/Redes sociais)
No fim de 2025 e início de 2026, dois jovens fizeram a trilha do Pico do Paraná. Após a descida, o rapaz, identificado como Roberto Farias Tomaz/Thomaz, de 19 anos, ficou desaparecido por cerca de cinco dias e foi encontrado vivo, debilitado, em uma área rural, depois de caminhar por mata e trechos de difícil acesso.
A jovem que estava com ele, Thayane Smith, passou a ser acusada nas redes sociais de tê-lo “abandonado” durante o percurso. Em entrevistas e vídeos divulgados após o resgate, ela reconheceu que errou ao seguir sozinha e pediu desculpas, dizendo que não repetiria a atitude em futuras trilhas.
Nas semanas seguintes, Thayane publicou um pronunciamento mais longo nas redes, no qual relatou bastidores do trajeto e afirmou que sua versão sobre o que aconteceu diverge da narrativa que se consolidou publicamente.
O caso voltou ao centro do noticiário a partir do relato da jovem de que vem sofrendo perseguição e hostilidade desde que o episódio se tornou público. A repercussão envolve também a frase “sou tão poderosa”, associada à jovem em publicações sobre o caso. No entanto, o conteúdo original que traz essa fala, veiculado por outro veículo de imprensa, não pôde ser acessado nesta apuração, o que impede a confirmação do contexto exato em que ela teria sido dita e de quais detalhes sustentam a alegação de perseguição.
Assim, os elementos específicos sobre a suposta perseguição e sobre o contexto da frase permanecem como informações em apuração, dependentes de checagem direta de documentos, registros oficiais ou do teor integral da reportagem original.
De acordo com reportagem mencionada na apuração, o MP-PR concluiu as investigações e entendeu que houve prática de omissão de socorro, prevista no artigo 135 do Código Penal. O órgão encaminhou o caso ao Juizado Criminal com sugestão de transação penal, além de uma proposta de indenizações que somariam cerca de R$ 12,9 mil, distribuídas entre o Corpo de Bombeiros e a vítima, além de prestação de serviços comunitários.
O processo tramita sob segredo de Justiça, o que limita o acesso a detalhes sobre a tramitação, documentos anexados e eventuais manifestações das partes.
No universo de trilhas e montanhismo, o episódio reforçou a máxima de segurança “vai junto, volta junto”, além da importância de planejamento de rota, equipamentos adequados, avaliação do clima, do nível técnico do grupo e da capacidade de comunicação em áreas isoladas. O caso também evidenciou como decisões tomadas em ambiente de risco podem ter desdobramentos legais e civis, além de mobilizar recursos públicos de resgate.
No debate público, a forte exposição do nome da jovem, agora associada à ideia de perseguição e linchamento virtual, acendeu alertas sobre ameaças, hostilidade em massa e a necessidade de avaliar se há indícios de crimes relacionados, como perseguição ou constrangimento ilegal. Eventuais medidas de proteção ou investigações sobre ataques online dependeriam, porém, de confirmações documentais, como boletins de ocorrência, inquéritos ou decisões judiciais.
Em relação ao andamento jurídico, a proposta de transação penal do MP-PR indica um caminho de responsabilização que pode encerrar o caso sem uma denúncia criminal tradicional, dependendo da aceitação da medida e da avaliação do Judiciário.
Algumas frentes seguem em aberto na cobertura do caso. Entre elas, a checagem do conteúdo integral de reportagens que mencionam a frase atribuída à jovem e detalham a suposta perseguição; a confirmação, junto a órgãos oficiais, da fase processual exata e de eventuais medidas protetivas; e a verificação, com a polícia, da existência de boletins de ocorrência ou investigações sobre ameaças e perseguições ligadas ao episódio.
Também permanecem relevantes as versões das partes diretamente envolvidas e o detalhamento dos custos e protocolos das operações de busca, sempre com cuidado para não expor dados sensíveis de vítimas e investigados.