Inmet alerta para chuvas intensas em 24 estados; Minas está em “grande perigo”
Frente fria no oceano e atuação da ZCIT devem manter a sexta (27/2) com precipitações volumosas em grande parte do país, enquanto o Sul tende a ter tempo mais firme.
Familiares e amigos da policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta no apartamento onde morava, no Brás, região central de São Paulo, organizam uma manifestação para este sábado (28/2) em frente à Corregedoria da Polícia Militar, também no centro da capital.
O protesto acontecerá neste sábado (28/2), em frente à Corregedoria da Polícia Militar, no centro de São Paulo.
Foto: Reprodução / Redes sociais.
O ato está marcado para a Rua Alfredo Maia, nº 52, no bairro da Luz, a partir das 9h. Em comunicado, os organizadores convocam a participação do público com o apelo: “Vamos transformar luto em Justiça”.
Uma amiga de Gisele afirmou que a manifestação será um ato pacífico, apresentado como “uma forma de transformar a dor em coragem para pedir justiça em nome da Gisele”.
Ela acrescentou que o grupo pretende ir às ruas em defesa da paz, da esperança e, sobretudo, da verdade, pedindo que os fatos sejam apurados com seriedade, dignidade e respeito, em memória de Gisele e em nome de todas as mulheres.
A policial foi encontrada morta com um disparo na cabeça em 18 de fevereiro, no imóvel onde vivia com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos.
Inicialmente, a morte foi registrada como suicídio consumado. Porém, após a investigação apontar indícios considerados suspeitos, o caso passou a ser tratado como morte suspeita. A arma usada no suposto suicídio pertence ao companheiro da vítima.
Em depoimento à Polícia Civil, a mãe de Gisele, Marinalva Vieira, relatou que a filha vivia uma relação abusiva com o marido. Segundo ela, cinco dias antes da morte, a policial ligou para os pais chorando muito, dizendo que não suportava mais a pressão e pedindo para o pai buscá-la em casa.
A mãe também contou que Gisele era proibida de usar batom, perfume e salto alto. Em outra ocasião, ao tentar se separar do tenente-coronel, a policial teria provocado pânico no marido, que, de acordo com o relato, enviou para a vítima uma foto com uma arma apontada para a própria cabeça.
O pai chegou a tentar ir até o local para ajudar a filha, mas ela teria desistido e dito que ainda conversava com o companheiro sobre o término.
O marido também foi ouvido pelas autoridades. A polícia aguarda agora a conclusão de exames e laudos periciais para determinar se houve crime violento. Quando procurada, a Secretaria da Segurança Pública informou que o caso havia sido classificado como suicídio e, por isso, não forneceu mais detalhes.
A mulher foi encontrada morta com um disparo na cabeça, no dia 18 de fevereiro, no imóvel onde vivia com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos.
Foto: Reprodução / Redes sociais.
Trajetória e sonhos interrompidos
Segundo familiares e amigos, Gisele tinha uma filha, havia sido recentemente promovida no trabalho e era vista como uma amiga presente.
A policial trabalhava desde os 17 anos, quando conseguiu o primeiro emprego como caixa de supermercado na zona leste de São Paulo. Criada e residente por muitos anos no Jardim Romano, ela se mudou para o centro da cidade após o casamento.