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A prova de vida do INSS continua em vigor em 2026, mas, desde 2023, o procedimento passou a ser feito prioritariamente de forma automática, por cruzamento de dados em bases públicas e parcerias. Na prática, o beneficiário não é mais obrigado, como regra, a ir ao banco ou a uma agência apenas para essa finalidade — embora ainda possa ser chamado a regularizar a situação em casos específicos.
O aplicativo Meu INSS e o cartão da Previdência Social simbolizam a modernização e a digitalização dos serviços para beneficiários.
Foto: crédito: Divulgação/ Gov.br
Nos últimos anos, o INSS alterou o modelo tradicional da prova de vida. Em vez de exigir o comparecimento anual de aposentados e pensionistas às agências bancárias, o instituto passou a confirmar a prova de vida por meio de interações do cidadão com órgãos públicos e instituições parceiras, como registros de atendimentos, uso de biometria e atualizações cadastrais.
De acordo com o próprio INSS, a prova de vida não foi suspensa: o que mudou foi a forma de comprovação, agora baseada em batimento de informações. Em paralelo, o governo federal publicou atos que, em determinados períodos, suspenderam o bloqueio de pagamentos por falta de prova de vida, reforçando que a checagem é responsabilidade do instituto e que o cidadão só deve tomar alguma providência quando for orientado pelos canais oficiais.
A regra geral apontada pelo INSS é que a prova de vida continua sendo anual e se aplica a benefícios ativos de longa duração, como aposentadorias e pensões. Também vale para benefícios por incapacidade com duração superior a um ano.
Por outro lado, o procedimento não se aplica, em regra, a benefícios de curta duração (com tempo inferior a um ano) nem a benefícios concedidos há menos de um ano. Entre os exemplos citados pelo INSS estão salário-maternidade e seguro-defeso.
Em 2026, portanto, a prova de vida do INSS segue obrigatória para quem recebe benefícios de longa duração, mas a verificação tende a ser feita automaticamente, sem deslocamento, para a maior parte dos segurados.
Desde 2023, a prova de vida do INSS: quem precisa fazer em 2026 e como funciona gira em torno do cruzamento de dados. O instituto utiliza bases governamentais e informações de entidades parceiras para confirmar que o beneficiário está vivo, dispensando a ida ao banco “apenas” para essa finalidade.
Entre as interações que podem contar para esse batimento de dados, o INSS lista, por exemplo:
Outro ponto relevante é a referência de tempo. O INSS informa que o controle deixou de ser, como regra operacional, “no mês de aniversário”. Agora, considera-se o marco da última prova de vida processada, e o instituto tem um período — citado como 10 meses — para localizar interações suficientes nas bases e processar a nova comprovação.
Na maior parte dos casos, o segurado não precisa tomar nenhuma iniciativa específica: se o INSS conseguir encontrar interações válidas nas bases de dados nesse intervalo, a prova de vida é confirmada automaticamente.
Se, porém, o instituto não localizar o beneficiário nas bases, poderá haver notificação pelos canais oficiais, como o aplicativo ou site Meu INSS, a Central 135 e, eventualmente, a instituição pagadora. Nessa comunicação, o órgão orienta sobre como regularizar a situação.
Mesmo não sendo obrigatório, quem preferir pode realizar a prova de vida voluntariamente pelo Meu INSS ou na rede bancária em que recebe o benefício, seguindo as instruções oficiais disponíveis.
Em meio às mudanças, o INSS chama a atenção para tentativas de fraude ligadas à prova de vida. O órgão destaca que não envia servidores à residência do beneficiário para realizar o procedimento e alerta para golpes com uso de crachás e mensagens falsas para coletar dados pessoais e bancários.
Para se proteger, a orientação é desconfiar de visitas não agendadas, pedidos de documentos ou de envio de informações por meios não oficiais e, em caso de dúvida, confirmar sempre a situação pelo Meu INSS ou pela Central 135 antes de fornecer qualquer dado.
Para a maioria dos beneficiários em 2026, a principal consequência é que não será necessário ir ao banco apenas para fazer prova de vida. A recomendação é acompanhar regularmente o status do benefício no Meu INSS ou pela Central 135 e só adotar medidas adicionais se houver orientação expressa do instituto.
Entre quem tem pouca interação com serviços públicos ou bancários, aumenta a chance de o INSS não encontrar registros suficientes, o que pode levar a notificações para regularização. Nessas situações, o caminho costuma ser realizar a comprovação pelos canais indicados: Meu INSS, banco pagador ou atendimento direto nas unidades do INSS.
Em caso de suspeita de golpe, a checagem também deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais, mantendo atenção redobrada a pedidos de informações pessoais que não tenham sido confirmados pelo aplicativo, site ou pela Central 135.
Quem quiser verificar sua situação em 2026 pode:
Se houver notificação oficial de pendência, a recomendação é regularizar diretamente pelos canais indicados — Meu INSS, banco pagador ou atendimento do INSS — evitando intermediários.
A matéria seguirá acompanhando se surgem novas portarias com prorrogações ou ajustes em bloqueios e procedimentos ao longo de 2026, já que as regras podem ser alteradas por atos normativos.