MG atinge 25% dos casos de chikungunya de 2025 em apenas três meses e amplia testes de vacina
Estado soma 4.983 casos prováveis, 2.881 confirmações e uma morte; ação de vacinação chega a Santa Luzia com 32 mil doses
26/03/2026 às 10:37por Redação Plox
26/03/2026 às 10:37
— por Redação Plox
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Em três meses, Minas Gerais já registrou 25% do volume de casos de chikungunya contabilizado ao longo de todo o ano passado. Segundo o último boletim epidemiológico divulgado, o estado soma 4.983 casos prováveis da doença, com 2.881 confirmações e uma morte.
Em todo o ano de 2025, foram registrados pouco mais de 20 mil casos. Apesar de o número atual estar dentro do esperado, a Secretaria de Estado de Saúde mantém os testes de vacinação contra a arbovirose e, desta vez, a ação chegou a Santa Luzia, na Grande BH. Na cidade histórica, a vacinação começou nesta quarta-feira (25).
Santa Luzia recebeu 32 mil doses da vacina contra chikungunya (Paulo Pinto/Agência Brasil)
Foto: (Paulo Pinto/Agência Brasil)
Testes com vacina chegam a Santa Luzia
A vacina utilizada foi desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica Valneva. Santa Luzia recebeu 32 mil doses. Outras 29 mil foram encaminhadas para Congonhas e Sabará, que aplicam o mesmo imunizante desde fevereiro deste ano.
Ao todo, 10 municípios foram selecionados em todo o país para realizar a vacinação contra chikungunya.
Acreditamos que a chegada da vacina traz uma perspectiva muito boa para a população, para mostrar os resultados práticos e eficácia da vacina
Eduardo Prosdocimi
De acordo com Eduardo Prosdocimi, subsecretário de Vigilância em Saúde de Minas, a proposta é avaliar a efetividade do imunizante, com foco na redução de casos graves e óbitos.
Quem pode tomar e quais são as contraindicações
Pelas orientações do Ministério da Saúde, a vacina deve ser aplicada em dose única e estimula o sistema imunológico a produzir resposta contra o vírus, sem causar a doença.
O público-alvo é de 18 a 59 anos. O imunizante, porém, é contraindicado para gestantes e lactantes, pessoas imunocomprometidas, em uso de imunossupressores, com duas ou mais comorbidades ou com doença crônica descompensada, além de indivíduos com histórico de reação alérgica a componentes da vacina. A meta é alcançar ao menos 50% de cobertura entre as pessoas elegíveis.
Outras iniciativas de combate ao Aedes aegypti
No começo deste mês, mosquitos Aedes aegypti, transmissores de dengue, chikungunya e zika, foram soltos com a bactéria wolbachia em Brumadinho, na Região Metropolitana de BH. A estratégia reduz a transmissão dos vírus ao impedir a reprodução dos mosquitos com a bactéria.
Os chamados wolbitos são produzidos na biofábrica instalada em Belo Horizonte, e a iniciativa deve chegar a outros 21 municípios da Bacia do Paraopeba.