Justiça mantém presos suspeitos de matar adolescente de 16 anos em Betim
Decisão foi tomada em audiência de custódia nesta quarta (25/3), no fórum de Betim; jovem estava desaparecida desde 18 de março
26/03/2026 às 08:38por Redação Plox
26/03/2026 às 08:38
— por Redação Plox
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A Justiça decidiu manter presos os dois jovens suspeitos de matar a adolescente Gabrielly Marques de Oliveira Belo, de 16 anos, no bairro Icaivera, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte.
A decisão foi tomada durante a audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (25/3), no fórum da cidade. Com isso, os suspeitos, de 18 e 19 anos, permanecem em prisão preventiva, sem prazo definido para deixar a prisão.
A investigação aponta que a jovem foi morta com disparos e também sofreu tentativa de golpe com faca em Betim (MG)
Foto: Reprodução/Redes sociais
Custódia mantém prisão e atende expectativa da família
Segundo a defesa da família da vítima, a manutenção da prisão atendeu à expectativa dos parentes, que cobram justiça. A audiência durou cerca de uma hora e 20 minutos, tempo considerado acima do habitual para esse tipo de procedimento.
Suspeitos relatam ameaças no sistema prisional
Durante a audiência, os suspeitos relataram estar sofrendo ameaças dentro do sistema prisional. Eles estão detidos no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Betim.
De acordo com a advogada da família, a repercussão do caso pode ter contribuído para a situação. A direção da unidade, por sua vez, informou que os presos estão em área de segurança para garantir a integridade física e que podem ser transferidos.
Corpo foi encontrado após entrega dos suspeitos
Gabrielly estava desaparecida desde o dia 18 de março. O corpo foi localizado dias depois em uma área de mata, após os próprios suspeitos se entregarem e indicarem o local à polícia.
Conforme a apuração, os dois confessaram o crime. A investigação aponta que a adolescente foi morta com disparos e também sofreu tentativa de golpe com faca.
Motivação segue em disputa
A motivação ainda é alvo de controvérsia. Enquanto os suspeitos alegam vingança, a família contesta essa versão e afirma que o crime teve motivação passional.
Relembre o caso
Quatro dias após o desaparecimento, no domingo (22), os dois suspeitos procuraram a Polícia Militar, se entregaram e indicaram o local onde haviam enterrado o corpo da adolescente.
À polícia, eles disseram que o crime teria sido motivado pela suspeita de que a jovem estaria envolvida em um suposto plano para matá-los — versão contestada pela família.
O corpo foi encontrado em uma área de mata no bairro Icaivera, em um ponto de difícil acesso. Para chegar ao local, os militares caminharam por cerca de 40 minutos a uma hora. O Corpo de Bombeiros foi acionado para retirar o corpo, e a perícia fez os primeiros levantamentos na cena do crime.