Lulinha é citado como consultor do grupo Fictor após operação da PF sobre fraudes na Caixa
Segundo a Folha, filho do presidente teria atuado de forma discreta e feito ponte com o governo; defesa nega vínculo e diz que ele vive na Espanha desde 2024
26/03/2026 às 08:53por Redação Plox
26/03/2026 às 08:53
— por Redação Plox
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Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), foi consultor do grupo Fictor e era considerado próximo de Luiz Philippe Rubini, ex-sócio da empresa e alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta quarta-feira (25). A ação apura fraudes na Caixa Econômica Federal associadas ao Comando Vermelho. Rafael Góis, CEO do grupo, também é investigado.
Foto: Reprodução
Papel atribuído a Lulinha em 2024
Segundo informações da Folha de S.Paulo, Lulinha teria sido responsável por fazer a ponte entre a empresa e o governo federal em 2024. De acordo com o relato, ele atuava de forma discreta e evitava ser visto com integrantes da companhia.
Relação com Rubini e participação em conselhos
A relação entre os empresários, ainda conforme a reportagem, teria possibilitado que Rubini ingressasse no chamado “Conselhão”, o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), órgão consultivo da Presidência da República. O ex-sócio da Fictor também integrou o Grupo Parlamentar de Relacionamento com o Brics, no Senado, devido à sua afinidade com o mercado financeiro.
Defesa nega vínculo de trabalho
O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, afirmou que seu cliente conhece Rubini, mas negou relações de trabalho com ele ou com a empresa. Ele disse ainda que Lulinha vive na Espanha desde 2024.
Tentativa de compra e recuperação judicial do grupo
Em novembro do ano passado, o Grupo Fictor tentou comprar o Banco Master. A negociação ocorreu um dia antes de o dono da instituição, Daniel Vorcaro, ser preso na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no INSS. Neste ano, o grupo entrou em recuperação judicial, com dívidas superiores a R$ 4,2 bilhões.