Operação mira quadrilha suspeita de usar nome da Havan para fraudes e lavagem de dinheiro
Polícia Civil de Santa Catarina cumpre 10 mandados em cinco cidades de SP, PR e MG; golpes teriam rendido R$ 576 mil em 24 horas
26/03/2026 às 11:44por Redação Plox
26/03/2026 às 11:44
— por Redação Plox
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A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) deflagrou, nesta quinta-feira (26/3), uma operação em diferentes estados para desarticular uma quadrilha suspeita de usar o nome das lojas Havan como fachada para cometer fraudes e lavagem de dinheiro. Segundo a corporação, os golpes teriam gerado R$ 576 mil em apenas 24 horas.
Ao todo, são cumpridos 10 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo (SP), Valinhos (SP) e Caraguatatuba (SP), além de Ponta Grossa (PR) e Viçosa (MG). A ação foi batizada de Operação Dublê, em referência ao uso do nome da empresa para a prática de crimes financeiros.
Investigação teve início após uma conta bancária fraudulenta receber cerca de R$ 576 mil em 24 horas com golpes aplicados em clientes
Foto: PCSC/Divulgação
Conta fraudulenta em nome da empresa deu início à investigação
De acordo com a Polícia Civil, a apuração começou após a identificação de uma conta bancária fraudulenta registrada em nome da Havan em uma plataforma de pagamentos. Conforme a investigação, o cadastro teria sido feito com uso irregular do CNPJ da empresa catarinense e sem autorização dos representantes legais.
A atenção para o caso aumentou em 14 de agosto do ano passado, quando a conta passou a receber cerca de R$ 576 mil em 24 horas, valor atribuído a golpes aplicados em clientes da empresa.
Após o recebimento, os valores foram rapidamente transferidos para contas vinculadas ao grupo criminoso, sendo então pulverizados por meio de diversas transações com o objetivo de dificultar o rastreamento da origem ilícita dos recursos
Polícia Civil, em nota
Investigação teve início após uma conta bancária fraudulenta receber cerca de R$ 576 mil em 24 horas com golpes aplicados em clientes
Foto: PCSC/Divulgação
Sete suspeitos e movimentações para dificultar o rastreamento
A PCSC informou ter identificado sete suspeitos envolvidos na movimentação e na ocultação dos valores. Entre as estratégias usadas para tentar ludibriar a investigação, a polícia aponta a fragmentação de valores, transferências sucessivas entre contas de interpostas pessoas, repasses imediatos de valores idênticos e o uso de uma empresa de fachada para dissimular a origem dos recursos.
Investigação continua e crimes podem incluir estelionato e lavagem
As investigações seguem em andamento. Segundo a polícia, os suspeitos de integrar a quadrilha podem responder por estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, além de outros crimes que eventualmente forem apurados.
Investigação teve início após uma conta bancária fraudulenta receber cerca de R$ 576 mil em 24 horas com golpes aplicados em clientes