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O novo Plano Nacional de Educação (PNE), que define objetivos e metas para a educação brasileira pelos próximos dez anos (2026-2036), foi aprovado pelo Senado na quarta-feira (25) e segue agora para sanção do presidente Lula.
O PNE é uma lei que estabelece diretrizes, objetivos e estratégias para a política educacional no período. A versão anterior esteve em vigor de 2014 a 2025 (após prorrogação) e tinha 20 metas. Atualmente, não há nenhum plano nacional para o setor em vigência.
O que é o PNE aprovado no Senado
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
O PNE orienta as principais políticas educacionais do país, ajudando a definir prioridades de investimento e a criação ou expansão de políticas públicas. Foi com base na meta 11 do PNE 2014-2025, por exemplo, que surgiu parte da política do novo ensino médio que integra essa etapa ao ensino técnico.
A nova versão do Plano estabelece 19 objetivos, 73 metas e 372 estratégias, com acompanhamento previsto a cada dois anos. Entre as metas, estão:
Para Daniela Caldeirinha, vice-presidente da Fundação Lemann, o novo Plano tem metas “elementares que destravam o desenvolvimento das crianças ao longo de toda a escolaridade”. Ela destaca as iniciativas voltadas à educação infantil, à alfabetização e à equidade.
Diogo Jamra, gerente de Articulação, Advocacy, Monitoramento e Avaliação do Itaú Educação e Trabalho, também aponta avanços, especialmente nas metas voltadas à educação profissional e tecnológica.
É importante destacar também as metas relacionadas à qualidade, que articulam a necessidade de criação do sistema nacional de avaliação da educação profissional e tecnológica, estabelecendo padrões de conclusão: como a gente quer que esses alunos de EPT estejam ao final do seu processo e quais os níveis de aprendizagem adequado, com conclusão na idade certa.
— Diogo Jamra
O plano inclui ainda metas voltadas à educação ambiental e ao uso responsável de tecnologias como suporte ao ensino.
O texto também prevê medidas de monitoramento direto e mecanismos de incentivo, fiscalização e controle interno, externo e social, além de parâmetros para que estados e municípios cumpram obrigações na oferta educacional.
O novo Plano retoma a meta de investimento na educação pública que não foi cumprida na versão anterior. O PNE aprovado em 2014 previa que 10% do produto interno bruto (PIB) fosse investido em educação — hoje, o percentual está em cerca de 5,5%.
O novo projeto propõe aumento gradual: 7% até o sexto ano de vigência e 10% ao fim de dez anos.
O PNE anterior permaneceu válido até 31 de dezembro de 2025, após prorrogação em 2024. A proposta do novo plano foi enviada pelo governo ao Congresso um mês antes do fim do prazo e acabou aprovada pela Câmara dos Deputados em 10 de dezembro. Com as atividades limitadas de fim de ano, o Senado não votou a pauta ainda em 2025.
Na quarta-feira (25), após meses sem um PNE vigente, o texto foi aprovado na Comissão de Educação e Cultura do Senado e analisado pelo Plenário. Agora, segue para sanção do presidente Lula (PT). Segundo o texto, há pressa para a sanção porque não existe um plano nacional para o setor em vigência.
O novo PNE reúne 19 objetivos, com metas que permitirão o monitoramento ao longo da década. São eles: