Ciro Gomes diz que decidirá até maio se aceita convite do PSDB para disputar a Presidência
Em evento tucano em São Paulo, ex-ministro afirmou que precisa “pensar e amadurecer” antes de anunciar a decisão e não descartou concorrer ao governo do Ceará
26/04/2026 às 16:26por Redação Plox
26/04/2026 às 16:26
— por Redação Plox
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O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB-CE) disse que vai decidir em maio se aceita o convite do presidente nacional do PSDB, o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), para disputar a Presidência da República nas eleições de outubro deste ano. Segundo ele, a definição deve ocorrer até a primeira quinzena do mês.
A declaração foi dada durante um evento do PSDB em São Paulo, na noite do último sábado (25). Ciro afirmou que pretende avaliar a proposta antes de anunciar a decisão.
Ciro Gomes
Foto: Agência Brasil
Eu me obrigo, por respeito, a pensar, amadurecer o assunto. Devo, no fim da primeira quinzena de maio, tomar essa decisão
Ciro Gomes
Disputa nacional ou alternativa no Ceará
Além da corrida ao Planalto, Ciro também não descarta uma candidatura ao governo do Ceará, estado que é seu reduto eleitoral.
No ano passado, antes de migrar para o PSDB e ainda filiado ao PDT, Ciro disse à Itatiaia que não tinha mais vontade de ser candidato. Desde que deixou o PDT, no entanto, ele vinha se aproximando da oposição ao governo de Elmano de Freitas (PT) no Ceará, incluindo parlamentares do Partido Liberal (PL), sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Convite de Aécio mira “terceira via” contra a polarização
O convite para disputar a Presidência partiu de Aécio Neves. De acordo com o deputado, o ex-governador poderia representar uma alternativa à polarização política no país entre Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Histórico eleitoral e pior resultado em 2022
Ciro já concorreu à Presidência em quatro eleições: 1998, 2002, 2018 e 2022. Em 2022, ele teve o pior desempenho em uma campanha presidencial, encerrando o primeiro turno em quarto lugar, atrás de Simone Tebet (PSDB).
O melhor desempenho ocorreu em 2018, quando, pelo PDT, terminou em terceiro lugar e alcançou dois dígitos percentuais, com 12,47% dos votos válidos (13.344.466 votos). Em São Paulo, Ciro afirmou que saiu da eleição “profundamente humilhado”.