Zema defende privatizações e fala em vender Petrobras e Banco do Brasil se eleito presidente

Em vídeo no Instagram, pré-candidato do Novo critica gastos do governo Lula, cita dívida perto de R$ 9 trilhões e promete cortar “super salários”, mordomias e privilégios

26/04/2026 às 15:31 por Redação Plox

Pré-candidato à Presidência da República, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) afirmou que pretende levar adiante um programa de privatizações caso seja eleito, incluindo a venda da Petrobras e do Banco do Brasil. Em vídeo divulgado no Instagram, ele disse que quer reduzir o tamanho do Estado e ampliar o espaço para a iniciativa privada.

Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais

Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais

Foto: crédito: Foto: Agência Brasil


Críticas aos gastos do governo Lula

No vídeo, Zema voltou a criticar as despesas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o centro do plano seria conter gastos e enfrentar o endividamento público.

Meu plano para fazer o Brasil prosperar é implacável. E ele começa dizendo a você a verdade: o governo Lula gasta mais do que arrecada. Para fechar a conta ele pega muito dinheiro emprestado, e isso cria uma dívida que cresce sem parar

Romeu Zema

O ex-governador também afirmou que o governo paga “juros de agiota” e disse que a saída seria combinar privatizações e “poupança” para reduzir a dívida pública, que, conforme mencionou, hoje chega perto de R$ 9 trilhões.

Privatizações prometidas e corte de privilégios

Zema declarou que pretende privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil e disse que fará cortes em “super salários”, mordomias e esquemas que, segundo ele, sustentam “intocáveis de Brasília”.

Ele acrescentou que a proposta não se limitaria às duas maiores estatais. No mesmo vídeo, afirmou que pretende vender empresas estatais que, segundo sua avaliação, dão prejuízo, citando os Correios, além de participações do governo em empresas privadas. Ao final, encerrou com o bordão: “Meu nome é Zema!”

Histórico de privatizações em Minas Gerais

A defesa das privatizações, segundo o texto, já fazia parte do repertório político de Zema desde a eleição para o governo de Minas em 2018, quando ele falou em vender estatais como a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Companhia de Abastecimento e Saneamento do estado (Copasa), em um projeto de redução do Estado.

Na reta final do segundo mandato, ele concluiu a privatização da companhia de saneamento como parte da adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Já a venda da Cemig enfrentou mais resistência política. Como alternativa, o governo, agora gerido por Mateus Simões (PSD), quer transformar a estatal em uma “corporation”, modelo societário em que o controle acionário é pulverizado entre acionistas.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a