Anvisa proíbe funcionamento e divulgação da plataforma Voy, voltada a tratamentos para obesidade

Agência afirma que o serviço se enquadra como software médico e que a empresa responsável não tem autorização para a atividade; decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

26/06/2026 às 13:15 por Redação Plox

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta sexta-feira (26), o funcionamento da plataforma Voy, voltada ao acompanhamento de pessoas com obesidade e à oferta de tratamentos que poderiam incluir medicamentos para emagrecimento. A medida impede a empresa de oferecer e divulgar os serviços.

Anvisa proíbe plataforma Voy, que oferecia tratamento online com canetas emagrecedoras.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Plataforma deveria ter registro de software médico

Segundo a Anvisa, serviços digitais que avaliam pacientes e participam da indicação de medicamentos ou de dosagens são enquadrados como softwares médicos. Por interferirem na condução do tratamento, essas plataformas precisam ser regularizadas como dispositivos médicos.

A Revia Gestão de Negócios Ltda., responsável pela Voy, não possui autorização da agência para exercer esse tipo de atividade. A empresa também não está regularizada como farmácia ou drogaria e, por isso, não pode comercializar medicamentos.

A proibição foi formalizada pela Resolução RE nº 2.528, de 25 de junho de 2026, publicada no Diário Oficial da União. O ato atinge a operação e a divulgação da plataforma. A resolução não estabelece uma proibição geral das canetas emagrecedoras registradas no país, mas dos serviços oferecidos pela Voy nas condições identificadas pela fiscalização.

Agência alerta para origem dos medicamentos

A Anvisa advertiu que produtos adquiridos fora de farmácias e drogarias que operam regularmente não contam com garantia de origem, composição ou qualidade. O alerta inclui medicamentos sujeitos a prescrição e utilizados em tratamentos contra a obesidade.

A Revia informou à Agência Brasil que está ciente da decisão e acompanha o caso. A empresa afirmou que avalia internamente os desdobramentos da medida antes de divulgar um posicionamento mais detalhado.

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