Terremoto de magnitude 7,3 no México provoca alerta de tsunami também na Guatemala
Tremor também foi sentido na Guatemala e em El Salvador; não havia informações sobre mortos, feridos ou estragos graves até a última atualização.
A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter identificado novos elementos que indicariam movimentações destinadas à ocultação, proteção ou transferência de patrimônio ligado ao empresário Daniel Vorcaro. As informações foram consideradas pelo ministro André Mendonça ao manter a prisão preventiva e rejeitar o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro
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A manifestação policial, reproduzida na decisão, afirma que os indícios surgiram com o avanço das investigações da Operação Compliance Zero. O documento, porém, não detalha quais bens foram movimentados, os valores envolvidos ou as pessoas jurídicas que teriam participado das operações.
A PF também sustenta que integrantes do núcleo de apoio ao empresário continuam atuando em atividades relacionadas aos fatos investigados e na administração de interesses patrimoniais do grupo econômico sob apuração. Entre os nomes citados está Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro.
Ao analisar o pedido da defesa, André Mendonça concluiu que não foram apresentados fatos capazes de afastar os fundamentos da prisão preventiva. Para o ministro, os elementos reunidos reforçam a necessidade da medida para preservar a produção de provas e impedir possíveis interferências ou novas tentativas de dissimulação patrimonial.
Daniel Vorcaro foi transferido na noite de quinta-feira (25) da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida como Papudinha. A mudança também foi determinada pelo relator do caso no STF.
Mendonça ordenou ainda que sejam adotadas medidas para impedir a comunicação de Vorcaro com outros investigados da Operação Compliance Zero eventualmente mantidos na mesma unidade. O empresário está preso preventivamente desde março, enquanto a PF apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. As negociações para um possível acordo de colaboração premiada foram citadas pela defesa, mas não foram consideradas suficientes para substituir a prisão.