Justiça do Rio nega pedido de Oruam para revogar prisão preventiva após defesa citar tuberculose

Decisão da 3ª Vara Criminal da Capital apontou que os laudos particulares não são suficientes e que a condição de saúde deve ser avaliada por equipe médica oficial, como defendeu o Ministério Público. O rapper segue foragido desde 3 de fevereiro, quando o STJ revogou a liberdade antes concedida.

26/06/2026 às 08:39 por Redação Plox

Defesa de Oruam alega tuberculose grave, mas Justiça mantém ordem de prisão

A Justiça do Rio de Janeiro rejeitou o pedido da defesa do rapper Oruam para revogar a prisão preventiva decretada contra o artista. Os advogados alegaram que Mauro Davi dos Santos Nepomuceno enfrenta um quadro grave de tuberculose pulmonar. O cantor permanece foragido desde 3 de fevereiro.

Oruam

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Foto: Frame de vídeo / YouTube /Domingo Espetacular

Segundo a defesa, exames particulares apontam lesões nos tecidos pulmonares, tosse persistente, perda de aproximadamente cinco quilos em um mês e sarcopenia, condição caracterizada pela redução de massa muscular e força física. Os advogados também sustentaram que o tratamento exigiria isolamento para evitar a transmissão da doença.

Laudos deverão passar por avaliação oficial

Ao analisar o pedido, a 3ª Vara Criminal da Capital considerou que os documentos médicos apresentados não eram suficientes para afastar a prisão preventiva, por terem sido produzidos por profissionais e instituições particulares. O Ministério Público também se manifestou contra a revogação e defendeu que o estado de saúde seja examinado por uma equipe médica oficial.

A decisão determina que, caso Oruam seja preso ou se entregue voluntariamente, ele seja encaminhado imediatamente ao sistema médico-hospitalar prisional. No local, deverá passar por avaliação clínica para verificar o diagnóstico, a gravidade do quadro e as condições necessárias para o tratamento.

Mandado foi expedido em fevereiro

A nova ordem de prisão foi emitida em 3 de fevereiro, depois que o Superior Tribunal de Justiça revogou a decisão que permitia ao rapper responder ao processo em liberdade. A Justiça apontou descumprimentos reiterados das medidas cautelares, especialmente falhas no funcionamento da tornozeleira eletrônica e violações do recolhimento domiciliar noturno. A defesa afirmou, na ocasião, que os registros decorreram de problemas técnicos e dificuldades para carregar o equipamento.

Rapper é réu por ataques contra policiais

Oruam é réu em uma ação que apura tentativas de homicídio qualificado contra dois policiais civis. O caso ocorreu em julho de 2025, durante uma operação para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente no Joá, na Zona Oeste do Rio.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio, pedras foram lançadas contra os agentes durante a abordagem. Um policial ficou ferido e um delegado conseguiu se proteger. O rapper também responde, em outro processo relacionado ao episódio, por lesão corporal, tentativa de lesão corporal, resistência com violência, desacato, ameaça e dano ao patrimônio público. As acusações ainda serão julgadas, e não há condenação definitiva.

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