PCDF deflagra Operação Ecossistemas do Cobre e investiga cadeia de receptação de cabos

Ação cumpriu 26 mandados de busca e apreensão no DF e em Minas Gerais, Tocantins e Paraná; Justiça autorizou o sequestro de R$ 239,2 milhões em bens, direitos e valores.

26/06/2026 às 07:56 por Redação Plox

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na quinta-feira (25), a Operação Ecossistemas do Cobre contra dois grupos investigados por integrar uma cadeia de receptação de cabos furtados, fraudes tributárias e lavagem de dinheiro. 


Operação mira esquema bilionário de cobre furtado e alcança empresa de Minas Gerais.

Foto: Divulgação/PCDF



Ao todo, 26 mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Distrito Federal, em Minas Gerais, Tocantins e Paraná.

De acordo com a PCDF

De acordo com a PCDF, um dos núcleos seria formado por pessoas e empresas ligadas a ferros-velhos e ao comércio de sucatas.

O grupo teria recebido mais de R$ 45,5 milhões, em menos de um ano, de uma empresa de fachada sediada no Tocantins, sem a emissão de documentos fiscais que justificassem os pagamentos. 


Núcleos seria formado por pessoas e empresas ligadas a ferros-velhos e ao comércio de sucatas.

Foto: Divulgação/Secretaria de Economia do Distrito Federal


Empresas fictícias emitiram R$ 1,4 bilhão em notas

O segundo núcleo investigado utilizava 21 empresas registradas no Distrito Federal em nome de laranjas.

Segundo a polícia, elas não tinham estrutura física, funcionários ou contas bancárias, mas emitiram mais de R$ 1,4 bilhão em notas fiscais destinadas à empresa tocantinense.

Os documentos teriam sido usados para dar aparência legal ao cobre comercializado e gerar créditos tributários sem operações reais correspondentes.

A empresa de fachada do Tocantins teria movimentado mais de R$ 1,8 bilhão em um período de 11 meses, entre 2023 e 2024.

A investigação também identificou saques superiores a R$ 25,5 milhões em espécie e transferências para pessoas sem atividade comercial ou capacidade financeira compatível com os valores recebidos.

Metalúrgica mineira aparece como principal destinatária

Uma grande empresa do setor metalúrgico e de condutores elétricos instalada em Minas Gerais foi apontada como a principal destinatária das notas emitidas pela companhia de fachada.

Mais de 73% dos documentos fiscais tiveram a empresa mineira como destino.

Somente em 2021, foram identificadas 212 notas, que somaram aproximadamente R$ 97,1 milhões.

A PCDF informou ainda que a metalúrgica teria emitido ao menos dez notas nas quais aparecia como compradora, embora os documentos estivessem formalmente em nome das supostas empresas vendedoras.

O nome da companhia e o município mineiro onde ela está instalada não foram divulgados no comunicado oficial.

A Justiça autorizou o sequestro de R$ 239,2 milhões

A Justiça autorizou o sequestro de R$ 239,2 milhões em bens, direitos e valores.

Conforme a participação individual apurada, os investigados poderão responder por organização criminosa, crimes tributários, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

As apurações continuam sob responsabilidade da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária da PCDF.

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