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Uma mulher de 40 anos foi detida em flagrante, em Belo Horizonte, sob suspeita de inventar o próprio sequestro para tentar conseguir R$ 14 mil de parentes. Ela foi encontrada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) na segunda-feira (24), sozinha em um hotel da região Central da capital.
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A investigação teve início no domingo (23), quando familiares procuraram a Delegacia Especializada Antissequestro (DAS). Eles haviam recebido mensagens em que a mulher pedia ajuda e, posteriormente, foram abordados por números que se apresentavam como sequestradores e cobravam dinheiro pela suposta libertação.
Segundo a Polícia Civil, a suspeita teria empregado dois chips na encenação. Em uma linha, enviaria mensagens de socorro; na outra, fingiria ser responsável pelo sequestro. Fotos e vídeos também teriam sido preparados para reforçar a versão de que ela estaria mantida em cativeiro.
Durante as diligências, porém, a narrativa apresentou inconsistências. Imagens de monitoramento registraram a mulher realizando compras em um momento no qual, conforme a história contada aos parentes, estaria sequestrada. A PCMG informou ainda que ela frequentou um restaurante, usou transporte por aplicativo e circulou por Belo Horizonte no período.
Os investigadores também encontraram diversas contas bancárias indicadas para o recebimento do pagamento. Parte delas, de acordo com a corporação, pertenceria a pessoas que teriam sido enganadas pela investigada, como um motorista de aplicativo e uma comerciante. A apuração inicial aponta que esses titulares não tinham conhecimento da suposta fraude.
A mulher estava sozinha quando foi localizada em um quarto de hotel. Conforme os investigadores, ela ainda mantinha contato com familiares na tentativa de obter o valor exigido. Um aparelho celular que teria sido utilizado para enviar as mensagens atribuídas aos falsos sequestradores foi apreendido.
O boletim de ocorrência mencionado pela Itatiaia registra que a suspeita afirmou ter criado o falso crime para levantar dinheiro e quitar dívidas com agiotas. Ao veículo, o marido relatou que as dificuldades financeiras eram antigas e informou que pretende procurar orientação da Defensoria Pública.
Até agora, os elementos reunidos pela Polícia Civil indicam que a mulher teria atuado sem ajuda de outras pessoas. Ela foi encaminhada para as providências de polícia judiciária, enquanto o inquérito segue em andamento.